As 2 habilidades que permitirão a sustentação do sucesso ao líder do presente e do futuro

Para sustentar o sucesso, o líder deve desenvolver habilidades de aprender e desaprender rapidamente ao longo da vida utilizando Learning Agility e Lifelong Learning. Permanecer na zona de conforto pode até parecer razoável para “O Hoje”, mas é terrível para “O Amanhã” e para “O Dia depois do amanhã”.

Direitos de imagem De Vitalii Vodolazskyi by Abobe

A – Agilidade de aprendizado, é a habilidade de se aprender rápida e continuamente a partir do momento em que está envolvido em uma experiência. Significa estar aberto a aprender e ter novas oportunidades. Significa conhecer novas e interessantes pessoas. Significa o poder que possui de armazenar informações que sejam relevantes e utilizá-las quando necessário. “Alunos considerados ágeis são bons em fazer conexões entre as experiências e podem abandonar perspectivas ou abordagens que não são mais úteis”, diz Nelson Nectoux, Sócio da StartSe. Pessoas com esta habilidade são interessadas, curiosas e carregam em seu DNA o inconformismo com a rotina, baixo propósito e falta de visão do resultado que se espera obter com as atividades. Também são hábeis em desvalorizar aprendizados supérfluos e desinteressantes para o momento.

Como já foi explorado em outros posts do blog, o mundo está cada dia mais dinâmico. Os negócios estão cada dia mais ágeis e competitivos. Seus líderes precisam encapsular mindset próprio para a busca contínua pela inovação, do fazer diferente para melhorar os processos e seus negócios. Quando perguntados o que fariam para criar os seus negócios atualmente, líderes de sucesso dizem que fariam uma imersão no Vale do Silício para entender o que é tendência hoje, amanhã e o que está ultrapassado. Faz sentido, afinal, nos tempos atuais, alinhar o feeling com pesquisa de mercado e a utilização de seus contatos para a tomada de decisão estratégica, passou a ser mandatório para o alcance do sucesso.

Os líderes com este tipo de mindset estão mais abertos a feedbacks, aliás eles mesmos pedem a seus pares, chefes e funcionários feedbacks constantes para que possam aguçar a sua busca contínua por conhecimento e aperfeiçoamento, de modo que o sucesso seja alcançado e mantido.

Como trabalhar a Agilidade de Aprendizado?

  1. Buscar constantemente feedbacks relevantes que possam ajudar no aperfeiçoamento contínuo, estar desprovido de barreiras que possam atrapalhar
  2. Seguir líderes que sejam compatíveis com o cargo atual e/ou futuro e se espelhar nas ações de sucesso
  3. Interagir com mentores pode ser uma saída muito interessantes para aplicar métodos e práticas de sucesso
  4. Mindset aberto, tenha em mente que nunca está pronto, sempre pode estar melhor e busque se aperfeiçoar sempre

B – Lifelong Learning, é identificar padrões de novos comportamentos, refletir sobre o momento e sempre interpelar a si mesmo: “O que posso fazer para que o resultado seja melhor hoje e futuramente?”. Uma boa tática é sempre buscar em sua vida casos de sucesso que possam ser replicados para aquela determinada situação, necessariamente não precisa ser da área correlata. Se você parasse para escrever a sua própria biografia, certamente passaria por inúmeras experiências de sucesso que ficaram esquecidas, mas que são exemplos de liderança clássicas que podem ser replicadas na atualidade. Lembre-se que o ser humano aumenta a compreensão de situações através de Story Telling, construa o seu e se surpreenda. Eu chamo este exercício de construção do Portfólio Profissional.

Escolher uma área de domínio é importante. Pode ser um hobby, um esporte, na área de música, família e outros. Faça um teste e procure validar o seu plano com pessoas de confiança e que possam lhe ajudar na construção do novo caminho.

Arranje tempo para pensar e planejar suas novas investidas. Pesquisas mostram que refletir constantemente a respeito das experiências do trabalho aumenta significativamente o aprendizado. Se pergunte: “O que aprendi?” e “O que foi realizado melhor do que eu esperava? E o que foi pior?” “Líderes que demonstram e incentivam reflexão não apenas aprendem mais, como também estimulam a conscientização contextual e a prática reflexiva em outras pessoas, estabelecendo assim uma base para níveis mais altos de agilidade no aprendizado em suas equipes e organizações”, comenta Nelson Nectoux, Sócio da StartSe.

Concluo salientando que a criação de novas práticas, novas soluções e metodologias que apóiam a construção deste modelo ágil de aprendizado está cada vez em evidência e isto se reflete nos líderes atuais e nos líderes do futuro. É impressionante a quantidade de treinamentos disponíveis, lançamentos de livros de autores renomados, a presença do tema em planos empresariais estratégicos que abraçam este tipo de mentalidade, bem como no fomento da disciplina pela área de RH na busca por profissionais com este tipo de mindset. E você? Vai ficar para trás?

Atenção pais! O ensino médio desponta como o fiel da balança para o futuro do trabalho.

Desenvolvemos a identidade durante praticamente toda a vida, mas o desenvolvimento crítico preponderante para o futuro do trabalho se desenvolve na adolescência e isto requer atenção especial de todos nós já!

Direitos de imagem De Prostock-studio by Adobe

As famílias passam a discutir com maior intensidade um maior investimento no ensino de seus filhos adolescentes, mas precisamente o ensino médio. Não obstante, os pais planejavam suas economias para investir no ensino universitário, pois até então se tratava do principal desenvolvedor de talentos para o mercado de trabalho. Contudo, o ensino médio de qualidade e “multifacetário” passa a ser o gatilho para o futuro do trabalho e deve ser considerado como pelo menos metade deste percurso de formação do indivíduo.

Mas, por que isso? Explico: porque o mercado de trabalho exige sentido crítico altamente capaz, exige cognitividade alta, exige que as pessoas tenham um grau elevado de consciência motivacional e emocional, exige senso de aprendizado contínuo, exige curiosidade e alto senso de resolução de problemas, exige poder de comunicação e por fim empatia para com o próximo. Sem falar do conhecimento tecnológico tendo em vista que 100% dos profissionais lidam e lidarão com tecnologias altamente qualificadas para desempenharem os seus trabalhos.

Desenvolvemos todas estas habilidades quando adolescentes. As escolas buscam fortemente se adaptar de modo que possam acomodar o desenvolvimento destas habilidades no método de ensino. Hoje não basta à escola possuir nome e boa reputação, claro que isto é importante, mas passa pela avaliação dos pais a capacidade da instituição de oferecer ambiente saudável, tecnológico e com condições profícuas de ensino voltado ao desenvolvimento da criatividade, senso crítico, ser empático, senso de adaptabilidade ágil e aprendizado contínuo.

Como expliquei em outros posts do blog, a habilidade de se aprender rapidamente algo, bem como de rapidamente desaprender para assumir um novo papel, será fundamental para os profissionais do futuro. Este sentido de adaptabilidade e flexibilidade de absorção de conhecimento se desenvolve na adolescência, a forma de pensar (mindset) é definida praticamente nesta fase da vida.

Empresas enfrentam cada vez mais dificuldades de encontrar pessoas com habilidades técnicas necessárias no mercado e isto é sabido há tempos. Contudo, estas dificuldades passam a ser somente metade dos problemas, afinal estas mesmas empresa buscam profissionais muito mais completos, recheados de habilidades extras, como as de adaptabilidade, aprendizado contínuo, curiosidade, inteligência emocional, capacidade de resolução de problemas, raciocínio lógico, cognitividade alta e outras mais.

Este é um desafio das empresas, das escolas e da sociedade em geral. Tenho visto empresas desenvolvendo suas próprias “Universidades Corporativas” para difundir os conhecimentos que lhes interessam. Alguns inclusive aliam este foco com o desenvolvimento das classes menos favorecidas da sociedade, muitas vezes sem custo para o profissional, o que considero um movimento acertado, pois a empresa poderá valorizar sua marca. Além disto, estão criando ambientes de trabalho que proporcionam ao empregado liberdade de expressão, flexibilidade, desenvolvimento, diversidade e motivação, ou seja, um ambiente propício para receber este novo perfil de profissionais.

Finalmente, agora é a hora para pensarmos no futuro das próximas gerações. Um Ensino Médio remodelado e modernizado será fundamental para o que este futuro profissional será. Isto se refletirá em sua liquidez no mercado. Sem contar que estes novos e necessários conhecimentos também devem ser desenvolvidos dentro de casa. Isto passa pelo consumo de conteúdo que oferecemos, passa pela qualidade dos autores, pela tolerância às perguntas dos filhos, pela adaptação dos pais às respostas ao serem desafiados por eles, pela paciência com o não entendimento de situações e por fim pela dedicação infinita dos pais para que seus filhos se desenvolvam de forma saudável, respeitando seu espaço e reconhecendo o seu desenvolvimento. Se aliarmos estrutura emocional e racional dentro de casa, com boa educação nas escolas e pluralidade de conhecimentos entregues, teremos profissionais qualificados para o futuro.

Os 6 princípios que orientam a coleta de dados com base nos riscos empresariais na retomada

As empresas se preparam para receber os funcionários e se preocupam em manter condições saudáveis. Mas como fica a privacidade das pessoas? E como manter a segurança das informações garantindo produtividade e eficiência?

Direitos autorais De Ruslan Grumble by Adobe

Segundo pesquisa do Gartner intitulada de “Os 6 princípios da Privacidade dos funcionários”, para proteger melhor a si e aos seus funcionários, há organizações que decidiram implantar um sistemas de monitoração dos trabalhadores quando eles retornarem ao escritório seguindo o modelo de controle para a COVID-19. Tal modelo consiste em distribuir alguns aplicativos instalando-os em celulares, ou através da distribuição de dispositivos que medem a proximidade das pessoas emitindo um pequeno sinal de áudio como um lembrete da distância social.

A princípio, estes equipamentos ou aplicativos não coletam ou processam quaisquer dados e não rastreiam onde o usuário esteve. O resultado esperado é permitir que o empregador forneça aos funcionários segurança e privacidade sem que tenham de trocar um pelo outro.

Conforme os funcionários voltarem ao trabalho, os empregadores coletarão mais dados para garantir que haja segurança sem impactos profundos na produtividade. Ao adotar uma abordagem baseada em risco, levando em consideração quais dados serão coletados e como serão usados, as organizações pretendem proteger os funcionários enquanto gerenciam o risco de privacidade.

“Quanto maior o risco, mais importante é justificar que uma solução específica é de fato equilibrada e proporcional ao risco que estamos avaliando”, diz Bart Willemsen, Analista Vice Presidente do Gartner.

Segundo a pesquisa, existem 6 princípios para orientar a coleta de dados de funcionários com base nos riscos:

  1. Processamento proposital : Coletar dados com finalidade pré-definida. Apagá-los após o uso, considerando que não mais faça sentido mantê-los.
  2. Proporcionalidade : Criar uma padrão para que não haja abusos e que possa satisfazer seus objetivos. Qualquer medida além do objetivo e que afeta o risco em demasia, deve ser desconsiderada ou ajustada.
  3. Subsidiariedade : Que quantidade de dados é suficiente? Pode-se atingir o mesmo objetivo com menos dados? Colete apenas a quantia mínima necessária.
  4. Transparência : Não faça nada no escuro. Deixe claro para a equipe quais dados se coleta, para quais finalidades e quem terá acesso.
  5. Obrigatório ou não : Aplicar medidas igualitárias para todos, importante prevenir a discriminação e proteger a autonomia.
  6. Baseado em risco : Tome decisões à luz dos riscos, reconhecer que as decisões estão sujeitas a mudanças. Ajuste conforme evolua.

Faz parte da fase 3, retomada, através do plano montado pela empresa, que se mitiguem os riscos. Cada empresa o fará de forma profissional e normativa para que se possa evitar tais riscos, mas é mandatório que sejam verificados os limites de segurança e privacidade, bem como atendam às metas de produtividade. Este tripé precisa de fato ser analisado com cuidado pelas áreas competentes sob a ótica dos riscos para o negócio, internos e externos.

Finalmente, ações oriundas do plano de retomada precisam garantir a produtividade do time uma vez que as empresas precisarão acelerar ao máximo para recuperarem possíveis prejuízos oriundos da pandemia.

A crônica de Sandoval em um mundo sem o digital

Sandoval acordou cedinho, se viu num mundo diferente e ficou estupefato!

Direitos autorais De Montri by Adobe

Sandoval acordou cedinho como de costume, colocou os pés no chão e no caminho para o banheiro, leu no quadro do corredor uma citação de Eráclito, “…Nada existe de permanente a não ser a mudança.” Verdade, pensou ele, “- tudo muda neste mundo, assusta a falta de clareza de para onde queremos ir, mas creio que eles sabem o que estão fazendo!”

Pegou aquela revista surrada da semana anterior, escovou os dentes, tomou banho e foi preparar o seu café. Aguardou a cafeteira elétrica esquentar por uns 3 minutos, colocou água no recipiente, o filtro e o pó de café. 5 minutos depois o café estava pronto, quentinho e cheiroso. O pão quentinho ia ficar para outro dia, a padaria ficava meio longe e estava sem tempo. Encontrou umas bolachas cream crackers, comeu duas com manteiga e colocou outras 4 na bolsa para depois.

Sandoval não sabia se estava frio ou quente, seu apartamento ficava no último andar, face sul, não batia sol. Foi até a janela e colocou a mão para fora. “- está frio pensou, ele.” Se vestiu e foi para o trabalho com o seu carro movido à álcool. Teve dificuldades para fazer o carro funcionar, estava frio e carro a álcool demora mesmo para pegar.

Pegou o “caminho da roça” para o trabalho. Chegou 30 minutos atrasado, mas deu tempo de ver na televisão de 5 polegadas em meio à fumaça de cigarro do zelador, a notícia de um novo plano econômico lançado pelo governo naquela manhã. Pensou: “É, Eráclito tinha razão.”

Chegou próximo a sua mesa. Nela, a máquina de datilografar eletrônica sorria para ele, fiel companheira. Alguns carimbos de mesa e canetas, papéis e mais papéis. “- Nunca entendi para que tanta caneta…”, pensou.

O trabalho era interminável, páginas e mais páginas redundantes a serem datilografadas, carimbadas, depois vistadas e assinadas por ele. Um trabalho repetitivo, sem desafios grandes e cansativo. A empresa parecia parada no tempo, “…para quem não sabe onde ir, qualquer caminho serve!” Já dizia o Gato de Alice no País das Maravilhas. Sandoval então entendeu a razão dos seus calos nas mãos.

“- Bom, se não controlamos os ventos, pelo menos podemos corrigir as velas para o caminho que interessa”, pensou Sandoval. “- Vou acelerar para sobrar mais tempo para almoçar”. E foi o que fez. Pegou seu casaco e pôs-se a caminho da lanchonete mais próxima. No caminho, reparou na fila do orelhão. Hora do almoço é hora de ligar para casa, para o namorado(a), para os pais. Metade da hora de almoçar era gasta em fila de orelhão segurando uma quantidade enorme de fichas para uso em telefone público. ” -…que desperdício!”, pensou ele.

De volta ao escritório e nada de saber sobre as notícias importantes do mundo. Sandoval só saberá os detalhes do novo plano econômico quando chegar o seu jornal periódico na manhã seguinte. Para variar isto dava vantagem aos executivos da empresa, sempre antenados e sabedores das mudanças rapidamente. Morria de medo de algum executivo vir perguntar a sua opinião e não estar apto a responder à altura. “- …interessante que o estado em movimento constante me faz ficar de prontidão, antenado, seria tão bom saber sobre as coisas logo que elas acontecem, como os meus chefes o fazem… sou um homem além do meu tempo e no lugar errado.”, pensou ele. “- Sonho com a democracia da informação!”

Um tempo pro café e a conversa é sobre família, futebol, passeios de final de semana ao ar livre sendo programados, jogatina com os filhos e esposa à noite e sobre comer aquela massa recheada de 50.000 calorias da vovó. Ela começa a ser preparada às 08:00 da manhã e ao meio-dia em ponto está fervendo na mesa.

Bem, hora de voltar para casa, mais 10 minutos até o carro esquentar e no caminho passar antes na pizzaria para comprar o jantar. “Que dádiva seria se a pizzaria entregasse a pizza em casa!”

Sandoval sabia que o mundo poderia ser muito diferente daquele em que vivia. Poderia ser mais dinâmico, mais moderno, mais ágil e mais conectado. Mas tinha medo que perdesse a essência do convívio humano. O medo não é covardia, covardia é não enfrentar os seus medos. Muitas idéias borbulhavam em sua cabeça, queria mudar as coisas para melhor, queria ser um agente efetivo de mudanças.

Se deitou, mas não conseguia dormir. Ligou sua vitrola, colocou um empoeirado disco de vinil do seu músico predileto, John Coltrane. Esquentou no fogo um copo de leite e relaxou até pegar no sono.

Sandoval acordou assustado, sendo despertado por sua esposa Clara. “- Sandoval, acorda, acorda!”

-Clara, tive um pesadelo muito estranho! disse ele.

-O que você sonhou? Me conta!

-Estava num mundo atrasado, simples, rotineiro, sem brilho, as pessoas perdiam tempo em filas, meu carro não ligava quando o dia estava frio e fazia um café em 20 minutos. Só sabia as notícias no dia seguinte e recebia meu salário em espécie.

-Nossa, querido, que pesadelo maluco! Estou aqui, fica calmo… disse Clara

De repente tudo começou a fazer mais sentido na vida de Sandoval, em seus bem vívidos e “longos” 27 anos de vida, formado em duas universidades, há 2 anos casado, um belo apartamento alugado para a temporada pelo Airbnb, sem automóvel próprio andando de Uber, Gerente respeitado de pessoas, ainda parcialmente realizado regado a propósitos de vida ambiciosos de curto e médio prazos.

Aquele sonho ficou em sua cabeça durante toda a semana. Comparou os dois mundos, entendeu a evolução das coisas e o seu valor. Entendeu que envelhecer é tão simplesmente achar que tudo já está pronto e nada mais precisa ser feito. Estima deixar um legado para seu país, mas uma coisa é certa, ainda assim, ao chegar lá, não estará pronto. Nunca estará pronto, pois sempre haverá outro, e outro, e outro motivo que elevará as expectativas humanas. Sempre haverá um amanhã. Ponderou que somente estará pronto quando alcançar o seu propósito de verdade e poder descansar.

Concluiu que, embora em seu sonho a vida fosse mais difícil, se vivia com tranquilidade, aliás como se vive hoje e se viverá bem no futuro. O que nos cabe, o que mais importa, é como melhoramos “o agora”, o dia de amanhã e o dia depois do amanhã, para ter um futuro cada vez melhor. Sandoval fez uma viagem no tempo em seu sonho, enxergou atrasos, mas percebeu virtudes que hoje não se valorizam tanto, como o almoço em família aos domingos, a comida da avó, o jogo em família e John Coltrane com leite quente.

Fazer o que eu gosto, fazer o que eu quero pode até ser parte do propósito individual, mas para alcançar este propósito haverão obstáculos e desafios. Terá de executar tarefas que não gosta e isto é inteiramente “normal”. Não basta tão somente querer ou desejar algo, precisará aplicar altas doses de esforço e dedicação, ninguém somente faz o que gosta todos os dias.

Sandoval percebeu que não pode perder a sensibilidade, precisa aprender constantemente e ensinar o que sabe, precisa praticar o que ensina e não ser hipócrita, precisa parar de ignorar os problemas e fazer melhor o que precisa ser feito, todos os dias! Naquela semana foi inspirado em “Beda O Venerável”, e em Sandoval, aquele do sonho.

Nota: personagens fictícios.

As 5 reflexões no convívio com as pandemias. Seria este, o nosso novo normal? A ciência diz que sim.

Durante o confinamento muito se descobriu, se redescobriu, muito se ganhou e muito se perdeu. Uma reflexão rápida sobre a vida que se desenha logo à frente.

Direitos de uso De Jenny Sturm by Adobe

Em linhas gerais as pandemias devem aumentar pelo estilo de vida adotado pela humanidade, pela expansão das áreas urbanas, diminuição das florestas causando desequilíbrios no ecossistema, consumo de carne animal com baixos índices de proteína ou qualquer outro tipo de substância benéfica para a saúde humanas, viagens de avião cada vez mais longas e com alta capacidade de carga humana, a globalização e facilitação do turismo sem os cuidados devidos para controle de zoonoses e doenças humanas e por conta do aumento da agricultura em áreas próximas da urbana ou de floresta selvagem.

Entre 2009 e 2019 foram descobertos pelos cientistas norte americanos do U.S.-funded Predict project mais de 1000 novos vírus capazes de produzir uma pandemia, se estima que tenhamos por ano, entre 2 a 3 novas pandemias, grande parte, algo em torno de 75%, afetando o trato respiratório. Tendo em vista este cenário cada vez mais preocupante, nossas vidas mudaram e mudarão sensivelmente. Vamos analisar estas mudanças sobre o aspecto do Trabalho, Ensino, Família das perdas e dos ganhos.

(A) Como será o nosso Trabalho?

  1. O trabalho remoto veio para ficar e será parte de nossas vidas definitivamente. Investimentos em tecnologias de rede, aplicativos de comunicação e mobiliário adequado são a tendência para quem quer e precisa montar o seu escritório em casa. Outra opção são os Co-Works espalhados pela cidade, a tendência é que haja forte demanda e os preços tendem a aumentar;
  2. Comunicação virtual será a primeira opção, reuniões presenciais serão menos regulares por conta da agilidade, proteção da saúde e pela qualidade cada vez maior da infraestrutura de comunicação;
  3. Impactos em remuneração e benefícios serão amplamente discutidos entre empresa e funcionários. Benefícios flexíveis podem vir a ser boa opção para redução de custos a médio e longo prazos.

(B) Como será o Ensino?

  1. Preocupação com a queda de rendimentos dos alunos será grande, professores e pais cada vez mais próximos para dirimir o impacto produtivo nos alunos e já pensando na continuidade do processo continuamente, ou em parte;
  2. Falta de preparação de alunos e professores para este novo meio de ensino à distância, fará com que professores se especializem cada vez mais neste modelo, fazendo com que os alunos consigam alcançar seus objetivos de ensino efetivamente;
  3. Alunos sairão mais especializados em tecnologias que antes eram amplamente utilizadas nos escritórios, o que certamente alavancará muito seus conhecimentos e preparação para o mercado de trabalho;
  4. Uso de ferramentas digitais para potencializar o ensino de forma virtual farão com esta geração tenha amplo entendimento das tecnologias e ao mesmo tempo consigam criar novas experiências.

(C) Como será a Família?

  1. As mulheres sairão deste processo sobrecarregadas e fortalecidas. Dividirão o orçamento familiar e suas decisões amplas, comandarão os deveres da casa com apoio do companheiro e filhos, bem como estarão à frente da educação dos rebentos. Terão uma ampla visão do processo e tomarão decisões que impactarão a vida da família em grande escala;
  2. Resiliência familiar sairá fortalecida, pois todos estarão melhores preparados para enfrentarem os desafios da vida como família, a redescoberta da instituição foi grande;
  3. Reforço dos laços familiares serão amplificados pelo tempo de convívio, por dividirem mais o espaço, suas frustrações, suas conquistas e desejos;
  4. Os investimentos sairão fortalecidos em alimentação e melhorias no ambiente doméstico, que passa pela reforma e aquisição de imóveis que tragam formas de consumo e lazer seguros para a família.

(D) Quais serão as Perdas

  1. A pesquisa mostra que as mulheres perderam em maior percentual seus empregos e serão as mais impactadas na família, cerca de 71%. Contudo, como explicado anteriormente, estarão mais à frente das decisões sobre o futuro da família;
  2. Adultos jovens sofrerão com o distanciamento social, mais do que as outras faixas etárias, uma vez são mais dependentes do contato pessoal culturalmente;
  3. A economia sofrerá com a readequação dos investimentos, do consumo responsável e relativos ao turismo, cultura e aquisição de bens;
  4. Empresas ajustarão o quadro de empregados, reduzirão camadas gerenciais para aumentar a eficiência e reduzir custos com folha. A recolocação das pessoas será gradual porém demorada para determinadas faixas salariais e vai depender da velocidade da retomada econômica.

(E) Quais serão os Ganhos

  1. Crianças e Adolescentes sairão fortalecidos deste processo;
  2. As famílias passaram pelo teste do confinamento, os laços foram fortalecidos e ou restabelecidos;
  3. A forma de consumir bens mudou muito, preza-se o valor de um bom serviço prestado e por outro lado o foco no cliente para aumento da satisfação e criação de fidelização;
  4. Cuidado pela saúde será amplificado em casa, nas ruas, no trabalho e em ambientes escolares. A responsabilidade amplificada para com a saúde também será difundida no transporte, dando-se preferência pela individualização;
  5. Prática por esporte e lazer aumentarão tendo em vista que as pessoas se adaptaram a cuidar mais de sua saúde fazendo mais exercícios em casa, isto deve permanecer no pós-pandemia;
  6. Investimentos estarão na agenda do brasileiro de forma amplificada, mas ainda conservadora. Será obrigatório para o futuro das famílias sob o aspecto de responsabilidade da manutenção familiar;
  7. O uso do carro privado pela maior segurança da saúde estará em foco;

Foi utilizada a pesquisa da Febraban abaixo, a qual recomendo fortemente a sua leitura: https://news.febraban.org.br/pesquisa/2020/julho, Coletiva: Antônio Lavareda, sobre as famílias brasileiras pós-pandemia.

Concluo dizendo que o momento é de transformação global, oportunidades surgirão para todos. A consciência de que a saúde é amplamente importante chegou para ficar em todos os setores e será rígido o controle sanitário. Evoluímos digitalmente uns 5 anos em apenas 1 ano por conta desta pandemia. Me refiro ao plano de digitalização privado e público com horizontes de 5 a 10 anos e que precisaram ser antecipados mostrando que sim, dá para fazer se dermos foco e importância pela vida das pessoas. Resiliência, tolerância e atitudes conscientes e fortes. Vai ficar tudo bem!

As 10 áreas de conhecimento humano fundamentais para melhor se posicionar no mercado HOJE! Agora é a hora!

Atualmente as empresas buscam por competitividade e lucratividade altas. Devido às constantes mudanças em que o mercado está condicionado, as empresas precisam de pessoas com hard skills e soft skills cada vez mais específicos e que se enquadrem definitivamente na cultura organizacional. Você está preparado?

Direitos de imagem de photoschmidt by Adobe

O fato de que as empresas precisam ganhar competitividade, serem atrativas através de produtos que satisfaçam o consumidor de forma efetiva, transformou os modelos organizacionais para entregarem um modelo de agilidade nunca antes visto. O uso de ferramentas e metodologias que capacitem as empresas para esta dita transformação faz com os times se tornem mais enxutos e mais capazes.

As pessoas com mentalidade fixa continuam tendo o seu espaço em áreas menos criativas e mais de controle. Mentalidade aberta e criativa passa ser um critério valioso para se analisar em entrevistas e promoções.

Costumo dizer que hoje se olha 40% para o requisito de fit com a cultura, 25% hard skills e 35% para os soft skills. Te perguntam a pretensão salarial e se encaixa, se concentra a conversa nestes três pontos. Experiência profissional conta, mas as empresas podem e devem levar seus profissionais para experiências que nem elas mesmas sabem o que será.

Haverá o dia em que chegaremos em nosso trabalho e atividades rotineiras não mais existirão. Chegaremos e entenderemos no dia qual será a nossa missão. Isso requererá que o profissional tenha resiliência, flexibilidade, cognitividade, inteligência cultural, empatia, sentido crítico, porém colaborativo e criativo, busque conhecimento incansavelmente e com extrema curiosidade. Vamos conceituar cada área de conhecimento:

  1. Resiliência: se trata da capacidade que o ser humano tem de passar por situações adversas e conseguir ultrapassá-las com destreza. Importante que isto crie vivência necessária para que situações semelhantes sejam resolvidas rapidamente;
  2. Flexibilidade: com a mente aberta, construtiva e receptiva, poder avaliar e transformar um dado contexto. Se trata da capacidade de entender rapidamente e encontrar soluções ou hipóteses sustentáveis para testar e resolver o problema, seja mantendo ou mudando o contexto;
  3. Cognitividade: capacidade de raciocínio, seja lógico ou prático, rápido para criar soluções para um dado problema de modo contínuo. Capacidade de conexão ágil de variáveis existentes de modo a montar um sistema associativo e direcional;
  4. Inteligência Cultural: compreender a cultura local, as suas origens, a diversidade em todo o seu espectro e através disto conseguir gerir o ambiente de forma efetiva, fazendo parte dele de forma natural;
  5. Empatia: capacidade de entender o outro, se colocar em seu lugar e trabalhar soluções que satisfaçam a interesses mútuos;
  6. Criticidade: capacidade de opinar sobre algo de modo claro e efetivo, algo voltado a apoiar a decisão que será tomada. Desafiar o outro, tirá-lo da zona de conforto para um objetivo comum e mútuo, foco é construtivista.
  7. Colaboratividade: capacidade de apoiar, estar envolvido com intuito único de ajudar a desenvolver e entregar atividades de contexto prático e ou estratégico;
  8. Criatividade: pensar pequeno ou pensar grande dá o mesmo trabalho, dito isto abrir a mente sem amarras, sem preconceitos, de modo a expor todo o poder de criação para algo que possa fazer melhor, seja para o que já existe ou que precisa ser criado.
  9. Busca por conhecimento: capacidade de especializar-se, desenvolver-se a todo tempo, não acreditar que há um limite para aprender e desaprender aquilo que não mais faz sentido.
  10. Curiosidade: capacidade da busca incondicional por respostas ao desconhecido, busca pelo aprendizado de modo a avaliar e decidir o que lhe interessa para sua evolução.

Agora, vamos contextualizar: Quando se está num ambiente que requer um modelo contínuo de criatividade, você se permite testar e errar. Isso requer muita resiliência, afinal até que se encontre uma solução final, muito “não” será recebido, muitos erros serão compreendidos e ultrapassados. Ter flexibilidade para compreender que situações mudam constantemente no mundo moderno e que não haverá quase nenhum projeto que seja perene e duradouro é fundamental. Se é assim, há que se colocar todo o poder de cognitividade para de forma ágil buscar soluções efetivas para pavimentar o caminho da empresa que se transforma a todo o momento. Criar hipóteses e meios de se resolver problemas complexos exige uma equipe multi-disciplinar e multi-cultural, o líder precisa de inteligência cultural incutida efetivamente no seu modelo de vida e trabalho, buscando aplicar o conceito de empatia para compreensão dos fatos e encontrar soluções que os beneficia mutuamente. O inconformismo gera um sentido crítico que movimenta o sistema e tira recursos de sua zona de conforto, porém é sempre com o viés colaborativo, criando consistência de ações. Por fim, um ambiente que estimule o indivíduo a ser criativo, melhora e muito a forma como a empresa evoluirá na sua busca frenética pela competividade e lucratividade que exige constantemente da equipe formas criativas de se encontrar caminhos prósperos para crescer. Estimular que seus profissionais se desenvolvam através do conhecimento irrestrito, os colocando em contato com mentes brilhantes da empresa e fora dela, os desafiando e fomentando o interesse e curiosidade pelo novo, o que não existe ainda e que precisa ser criado.

Conclusão: se você está buscando um “lugar ao sol” neste modelo evoluído atual, ter estas capacidades desenvolvidas pode ser ainda mais importante do que um monte de certificações e cursos universitários isolados. Eu acredito muito que estas capacidades começam a ser desenvolvidas na criação, vem de dentro de casa, vem da capacidade das escolas de estimular isto nas crianças. Os pais precisam se conscientizar sobre estes aspectos e os desenvolver continuamente em família. As empresas precisam aliar a sua cultura para criar um ambiente propício ao desenvolvimento destas capacidades. Se trata de uma transformação onde a tecnologia é a via, através de cloud, aplicativos inteligentes, AI e muitas outras. Aquela pergunta comum que nos faziam quando crianças: “Qual profissão quer exercer quando crescer?; precisará ser acrescida da seguinte questão : “E que tipo de profissional você quer ser quando crescer?”

” Bem-vindos ao novo mundo empresarial digital e voltado ao comportamento humano! “

O modelo do trabalho para daqui 7 anos. O futuro é logo ali, você está preparado?

Empresas e pessoas devem buscar como as tendências nos negócios, na sociedade, na tecnologia e na informação convergirão para mudar o ONDE, QUANDO, PORQUE e COM QUEM trabalharemos em um mundo cada dia mais digital. Automação de processos e negócios farão com que as empresas se tornem mais competitivas e eficientes.

Direitos autorais de jayzynism by Adobe

Conversando com um amigo falamos sobre a complexidade das profissões modernas e o quanto se exige do profissional já na largada. As empresas querem contratar pessoas supercompletas, repletas de predicados de formação acadêmica, de personalidade, com experiência profissional ampla e, além disto tudo, com baixa “quilometragem”. Quase um ser perfeito! Mas tem uma razão simples para que isso ocorra, o futuro é logo ali e a competitividade alta faz com que as empresas não possam errar em suas contratações.

Os profissionais acomodados perderão espaço definitivamente. Há que estudar muito, se certificar, ter bom relacionamento com o mercado e, claro, bater as metas constantemente criando um repertório amplo a se mostrar ao mercado.

Mas como será o futuro? De acordo com o relatório de 2016 do Fórum Econômico Mundial, “O futuro dos empregos“, 44% dos executivos identificavam ambientes de trabalho em mudança e acordos de trabalho flexíveis como o maior fator demográfico e socioeconômico, e de fato isto vem ocorrendo. As mudanças começam com a relação profissional/empresa, explico: empresas optam por elevar o fixo, dar benefícios por lei além dos benefícios alternativos de baixo custo e pagam mais pela excelência/execução, ou seja, após os resultados obtidos. Isso impulsionará muito o desenvolvimento intelectual dos profissionais, pois serão obrigados a fazê-lo constantemente de modo a manter e elevar o seu discurso. As novas gerações, introduzem no mercado perfis novos de pessoas, as quais já estão com este mindset estabelecido, o de resultado a curto prazo, sede pela obtenção de conhecimento, flexibilidade e busca incessante pelo sucesso.

Nos próximos 7 anos, o trabalho girará em torno de seres humanos alinhados com inteligência artificial (IA) aumentando a aptidão e as capacidades humanas. Não se trata mais de ter aptidão, mas de ter atitude.

O uso de ferramentas digitais está acelerado em todos os setores, valorizando a destreza digital dos recursos no desejo de usar tecnologias para obter resultados rápidos, quanto mais automação melhor. Isto parte do CEO até os analistas. Não há mais espaço para empresas pouco digitais, serão engolidas pela concorrência, principalmente as novas empresas que surgem no mercado já digitais.

O desenvolvimento social, os negócios digitais, o comportamentos do consumidor e novas e emergentes tecnologias construirão as mudanças radicais nos organogramas corporativos, ditarão o aperfeiçoamento profissional constante, formatarão a ampla escolha de trabalho com compromissos mais limitados e forçará o propósito empresarial a ser forte.

A relação a ser analisada é:

1) Cada vez mais acelerar o uso de: automação de processos de TI e negócios, uso de tecnologias com código aberto (comunidade), desenvolvimento de aplicações modernas (uso de low-code ou no-code), uso de cloud, uso de metodologias ágeis, DevOps, Inteligência Artificial;

2) Cada vez menos: investimentos em infraestruturas básicas e proprietárias, ter lock-in tecnológico e uso de equipes gigantes;

Conclusão da equação, as camadas de gestão tendem a diminuir, teremos equipes mais enxutas, mais especializadas, mais ágeis, mais produtivas e eficientes. As empresas serão mais competitivas e focarão mais em soluções voltadas ao negócio.

O aperfeiçoamento profissional constante será componente decisório na hora de se escolher um novo emprego. Buscarão saber se a empresa propõe um ambiente de aprendizado e contato com pessoas intelectualmente evoluídas, isto será um fator de desequilíbrio muito importante.

Por sua vez, as empresas ao escolherem seus novos profissionais, o farão buscando perfis mais preparados contendo um mindset voltado à constante busca pelo conhecimento de modo a prover um melhor atendimento ao cliente.

As possibilidades serão amplas e as pessoas poderão escolher onde vão trabalhar mais abertamente. As empresas por outro lado precisarão alimentar constantemente a satisfação das pessoas, o que exigirá uma gestão cada vez mais voltada ao desenvolvimento humano.

Por fim, o propósito da empresa alvo importará muito. Qual valor a empresa se propõe a entregar para a sociedade? O que a empresa busca alcançar num médio e longo prazo? Como o profissional fará parte deste processo efetivamente (seu papel)?

O futuro bate à porta de todos, a área de Recursos Humanos dividirá suas atividades com a área de Recursos Robóticos, onde máquinas e aplicativos substituirão seres humanos em atividades mecânicas e de baixo valor agregado, evitando erros humanos, garantindo a eficiência de processos. Significa que na hora de tomar a decisão sobre contratar um novo profissional, se analisará se um Robô (aplicativo) o faria melhor, com maior segurança, menos erros e mais barato. Se sim, a área de Recursos Robóticos será acionada para contratar ao desenvolvimento do seu novo “profissional”.

Se trata de um modelo revitalizado sobre a relação empresa e empregado e estamos neste momento em fase avançada de transição. A verdade é os profissionais precisarão ser um desenvolvedores de: ideias, processos e aplicações para a empresa. O cidadão desenvolvedor. Não sabe nada sobre isso? Agora é a hora de se preocupar, pois num futuro cada vez mais breve, com as empresas cada vez mais digitais, seus recursos precisarão ser mais completos com poder de adaptação nunca visto anteriormente.

Aulas Escolares Virtuais, onde estamos hoje e para onde vamos?

As aulas das crianças atualmente estão sendo realizadas virtualmente por meio digital. Ainda há muito o que aprender e melhorar neste processo, mas estamos no caminho certo? Como será o futuro?

Direitos autorais De Aleksandra Suzi by Adobe

Um dia acordamos inseridos em outra realidade. De repente, as aulas escolares passaram da sala de aula direto para dentro das casas das pessoas. Pais e avós se desdobrando para disponibilizarem uma infraestrutura minimamente aceitável para transmissão de aulas virtuais em suas casas, rotinas sendo transformadas e, mais do que isso, todos com disposição para estar ao lado das crianças e ajudá-las na transição da sala de aula para casa.

Há pelo menos 3 meses estamos trabalhando em um modelo que até então era pouco utilizado pelas escolas, mas que de repente, a exceção virou a prática, o padrão. Dividir a atenção do trabalho e afazeres do lar com as aulas das crianças tem sido um grande desafio para pais e professores.

Tenho recebido alguns feedbacks das minhas crianças sobre este processo e gostaria de abordar pontos comuns que foram levantados com seus colegas inclusive:

  1. Falta de contato pessoal com os amigos e professores: a falta do convívio escolar, que engloba os colegas, professores e funcionários da escola tem sido sentida pelas crianças, afinal a rotina foi quebrada abruptamente, gerando um sentimento de perda que precisa ser trabalhado pelos pais.
  2. Estamos aprendendo bem, mas não é a mesma coisa: a ausência do ambiente da escola, o cheiro da sala de aula, do lugar comum, do recreio, até a forma de fazer perguntas ao professor mudou. Atualmente tirar dúvidas com o colega ao lado ficou diferente, todo mundo está ao lado, a apenas um click. E as aulas práticas e lúdicas? E as feiras, eventos e festas?
  3. Prestar mais atenção na aula e fazer os deveres de casa : O modelo novo traz uma outra dificuldade, a do foco das crianças. Algumas conseguem focar bem no modelo de aulas virtuais e outras não conseguem se desligar das distrações da casa e focar, causando frustração e a perda da matéria, exigindo um esforço adicional dos pais e avós que da noite para o dia viraram assistentes, ou até professores de fato complementando os estudos.
  4. Uso das suas próprias coisas em sua casa: reconhecem que o uso das suas próprias coisas, com individualidade, é até bacana. Mas cresceram aprendendo a compartilhar, logo, a maioria prefere compartilhar o espaço com os colegas do que ficarem nos seus quartos “sozinhos”. Até o fato de ter que dar aquele pedaço do lanche para o colega está fazendo falta.
  5. Problemas técnicos de internet afetando bastante a aula: nosso país possui uma rede de telecomunicações ainda frágil. Ter a todos em casa trabalhando e estudando fez com que as redes ficassem sobrecarregadas, sem contar que nem todos possuem uma rede em casa de qualidade, precisando fazer investimentos adicionais. Isto vem causando interrupções que deixam os alunos irritados com: travamentos, congelamentos e afins. Resultado da falta de estrutura e de planejamento que não houve tempo para executar.
  6. Não se comunicar com o(a) professor(a) facilmente se tiverem dúvidas: na sala de aula, teve dúvida, levanta a mão e pergunta. Na aula virtual este processo existe, mas ainda é complicado, afinal o professor precisa gerir prioridades à distância, procurar atender a todos de forma justa e de certo modo não foram treinados para atuar nesta situação com antecedência. Sabe aquele aluno que para aprender melhor precisa sentar-se na primeira cadeira da fila? Pois é, ele(a) não poderá mais estar ali às vistas minuciosas do(a) professor(a), onde com um pequeno sinal corporal já o(a) deixava saber que precisava de ajuda, como ele(a) será capaz de reconhecer virtualmente este comportamento? Como ele se sentirá confortável de levantar a mãozinha virtual toda a hora para perguntar?

Mas, como será o futuro? Bem, estamos no meio da onda de aprendizado e maturação deste processo de e-Learning que nos foi inserido a forceps. Até o final do ano estaremos melhor estruturados e melhor engajados, o que fará com que a qualidade evolua e novos investimentos surjam na área de aplicativos, de rede e de equipamentos computacionais. Ou seja, no melhor cenário, há muitas questões a serem resolvidas ainda.

No cenário dos menos favorecidos, a situação é dramática. Os desafios em levar educação online para a população mais carente, são enormes. Sem recursos para a infraestrutura básica para suportar as aulas em casa, alunos e professores sofrem nesta nova realidade. Imagine a situação da criança que precisa pegar o celular da mãe e ir a um estabelecimento comercial acessar a internet privada do local para assistir à aula? Mesmo com todas as dificuldades inerentes ao processo, os alunos das escolas particulares estão melhor preparados. O abismo entre estas duas realidades só será transposto com articulação forte entre a sociedade civil, empresas e o governo.

As aulas voltarão à normalidade da sala de aula um dia, mas claro, com as devidas proteções respeitando distanciamento, uso de máscaras e tudo o mais. Contudo, certamente, pelo menos por um tempo, parte das aulas ainda será administradas por meio digital. Até aí, tudo dentro do esperado. Mas o que deve realmente se alterar é o comportamento das crianças para com o uso do computador em prol dos seus estudos, fazendo mais treinamentos à distância, em qualquer lugar do mundo, nas mais diversas disciplinas de interesse. Aulas de língua, programação, música, entre outras matérias, as quais provavelmente permanecerão ministradas por meios digitais. Ou seja, o “Edge Computing” se tornará um aliado nos estudos das crianças, onde a educação deverá ser democratizada e melhor globalizada.

Num futuro não tão distante, haverá a inserção de tecnologias que potencializam a experiência do usuário nas salas de aula, experiências estas que atualmente são mais utilizadas nos ambientes empresariais e dos videogames. O uso de AR (Augmented Reality) e VR (Virtual Reality) nas salas de aula, é inevitável. Estas tecnologias servirão para virtualmente ilustrar ambientes, lugares históricos e geográficos, situações históricas, além de poderem usar aplicações para criar protótipos virtuais antes de se produzir os reais, reduzindo custos com perdas de materiais.

Imagine criar uma maquete virtual para a feira de ciências e em seguida construir uma física idêntica prestando atenção em cada mínimo detalhe? E se pudéssemos estar em nossas casas, e criar um ambiente de sala de aula tradicional utilizando AR/VR? E se as crianças pudessem conhecer outra cultura, visitar museus viajando e voltando sem sair do lugar em minutos? Entende como podemos fazer uso das tecnologias para suprir boa parte dos pontos levantados acima e que hoje são desconfortos de nossas crianças?

A democratização da Internet, levando para todos a infraestrutura básica, é uma ação urgente para o poder público e privado. É evidente que não haverá educação de qualidade sem o mínimo de infraestrutura digital básica para isto.

O Futuro é logo ali e a pandemia pode ter sido importante para este empurrão na melhoria do uso das tecnologias para a educação dos nossos filhos e netos. Então que venha a era digital na sala de aula, definitivamente para ficar!

Está difícil contratar para área de tecnologia. Mas, a oferta é de carreira ou de emprego?

O Employee Value Proposition (EVP) precisa ser forte para que a empresa possa recrutar os melhores talentos para as posições de tecnologia. Este é um fator primordial para uma das áreas que mais cresce reduzindo o turnover em 69% !

Direitos autorais da imagem para  leszekglasner by Adobe

Para quem não está familiarizado, o Employee Value Proposition ou EVP, é a forma que a empresa expõe seus predicados para atrair novos talentos, através de qualidades que a torna especial e diferenciada, ou seja, mais sedutor (profissionalmente, claro) para o mercado de talentos.

Talentos para as áreas de BI, Blockchain, AI, IoT entre outras áreas de crescimento acelerado do mercado está cada dia mais complexo de se encontrar e com posições abertas em praticamente todos os segmentos da indústria. Com a escassez de talentos, a competitividade aumenta muito, logo ser atraente é fundamental.

Seguem alguns exemplos de EVP de famosos de mercado:

  • Hubspot. “We’re building a company people love. …
  • Nasa. “Explore the extraordinary, Every Day…
  • Yelp. “We work hard, throw Nerf darts even harder, and have a whole lot of fun. …
  • Goldman Sachs. “At Goldman Sachs, you will make an impact” …
  • Target. “Oh what fun. …
  • L’oreal. “A thrilling experience. …

Mas o que é um bom EVP na área de tecnologia? São aqueles relacionados aos tópicos abaixo:

  1. Oportunidades de Carreira Futuras em empresas que primam pela inovação
  2. Parte econômica atrativa com ótimos benefícios
  3. Oportunidades de Desenvolvimento de conhecimentos
  4. Flexibilidade horário
  5. Ambiente divertido e ágil
  6. Empresa com propósito ambicioso
  7. Excelência Operacional destacada

Explicando um pouco melhor, é o seguinte: se trata da intersecção entre o que o candidato trará de benefícios relacionados ao seu conhecimento, sua experiência, seu talento e demais atributos para compor a equipe; em troca a empresa lhe proporcionará oportunidade de crescimento, boa compensação, ambiente agradável, flexibilidade de horário, envolvimento com pessoas de alto nível intelectual, mudança de país e reconhecimento. Quando estas duas partes se encontram e dão match, dize-se que há um EVP forte.

São 5 os fatores a explorar pelos candidatos e pelas empresas empregadoras: Pagamento, Oportunidades, Organização, Pessoas e trabalho.

Fundamental é explorar o futuro nas ofertas de trabalho, por que? Porque as pessoas querem mais do que um emprego, querem um projeto que se encaixa com o seu propósito. A partir do momento que este projeto deixa de ser sedutor, simplesmente ela passa a procurar outro projeto e o turnover da empresa aumenta. A forma de reduzir este turnover em mais de 69% é ser sincero quanto ao projeto desde o momento das entrevistas, gerando a expectativa correta com o EVP criado.

Evidentemente as coisas podem mudar ao longo do tempo, mas isto não deveria ser um problema se o que foi vendido for verdadeiro e as mudanças entendidas como erros de percurso que poderão ser mitigados ao longo do tempo.

Os candidatos por sua vez buscam se desenvolver, se tornarem mais completos a cada passo dado em sua carreira. Na hora de tomarem a decisão de mudança, muitas das vezes colocam mais peso na balança na possibilidade de desenvolvimento do que na de compensação de curto prazo. Exemplo: um candidato que ganha R$ X pode ir para um projeto mais atraente ganhando os mesmo R$ X, tendo a perspectiva de uma melhora de ambiente de trabalho, morar e trabalhar perto, ter flexibilidade de horário, crescer mais rapidamente em sua carreira, entre outros. Claro que dependerá do perfil do candidato, do momento de carreira, ou seja, pessoas mais jovens estão mais preocupadas com desenvolvimento, pessoas com filhos e casadas se preocupam mais com compensação e benefícios, mas em linhas gerais, ambos andam no mesmo espaço de discussão, afinal não nos esqueçamos que realização profissional conta muito, é primordial.

Em linha com os posts anteriores do Blog, as empresas enxergaram a importância de trabalharem o EVP, mas para tal precisam explorar melhor seu propósito nas redes sociais, eventos, mídias tradicionais entre outros meios de veiculação da informação. Por quê? Porque EVP não começa a ser construído na elaboração da vaga, mas bem antes, para se transformar em uma marca atraente para as pessoas através de ações sociais, apresentando um propósito claro e objetivo, empregando pessoas que estejam satisfeitas e que divulgam ao mercado tal felicidade, demonstre quão agradável é trabalhar na empresa, entre muitas outras coisas positivas para a marca.

Finalmente, as empresas precisam prestar atenção nestes pontos na hora de construir o EVP: serem autênticas, relevantes e diferenciadas na mensagem que querem passar para atrair de fato bons talentos. E os candidatos procurarem posições que agregam diretamente ao seu portfólio pessoal de conhecimento evolução de carreira e propósito (projeto) para que possam crescer juntos com a empresa.

Costumo dizer que: “Não existe o candidato ou a empresa perfeita, todos os lados terão de se provar constantemente um ao outro, terão gaps a desenvolver, o que é ótimo, pois poderão crescer e juntos. Que seja contínuo, atraentemente contínuo.”

O consenso é: há que se ter um propósito, então que seja forte e verdadeiro!

Estamos em um momento em que há desemprego, latentes fragilidades, doentes e acima de tudo há uma enxurrada de desafios pessoais e profissionais neste “novo normal”. Como lidar com isto, ter um projeto, um propósito que possa ajudar à sociedade de verdade através da inovação de processos, das tecnologias emergentes e das mídias sociais? Agora é a hora!

Direito de Imagem de: bignai from Adobe

Os convido a fazerem comigo uma reflexão bem simples: de repente entramos numa espécie de “novo normal” onde ficamos mais disponíveis e todos olhamos uns para os outros e nos vimos lá. Está bem, e agora? Revimos nossos conceitos e chegamos a uma velha conclusão de que toda empresa e pessoa deve ter o seu propósito, aquele projeto para chamar de seu, um que realmente as mova a fazer a diferença para si e para a sociedade. Algo que possa habilitar a tecnologia como aliada, com conhecimento de causa, com experiência e tempo. Ao mesmo tempo você precisa estar convicto de que consegue colocar este propósito em prática de forma clara, afetando positivamente a sociedade.

Se tem tudo isto, é um ótimo momento para se expor e fortalecer sua marca, do seu produto e de quebra fazer com que seus funcionários fiquem orgulhosos. Caso contrário, se expor sem que tenha atendido a todos estes requisitos básicos, pode ser um tiro no pé. Não adianta criar um propósito revisitando missão, valores e visão só para cumprir tabela, para estar na moda.

O que tenho visto é um grande movimento de empresas e principalmente de pessoas muito bem intencionadas, mas que acabam pecando por não cumprirem com as expectativas básicas geradas, entregam uma música comum e desafinada que não agrega nada à sociedade, tão pouco à empresa. Por exemplo, as ONGs estão se empenhando e conseguindo melhores resultados neste processo, como a Gerando Falcões, que lidera projetos sociais nas favelas do Brasil através do uso de tecnologias emergentes, doações e voluntariado. Se não tem um propósito claro e muito bem definido socialmente, atrelar a sua marca a uma iniciativa poderosa como esta, pode ser um bom caminho.

O mal do mundo moderno é a expectativa, que aliás é a causa de mais de 50% das doenças da mente. É inato do ser humano. Ele está sempre esperando do outro aquilo que acha que o outro pode lhe entregar. Se não recebe o que acredita ser merecedor, se decepciona e sofre. Nos dias de hoje isto é latente.

A sociedade passa por um momento que a deixa fragilizada. Se alguém ou alguma empresa deixa a entender que tem algo a oferecer para mudar ou melhorar este padrão, gera-se uma expectativa. Caso não seja cumprida, o risco em ter a imagem arranhada é grande. Empresas e pessoas que querem ser relevantes em propósito, precisam fazê-lo de forma real e comprometida, e não somente de forma superficial e comercial. Os consumidores vão analisar o comprometimento da empresa/marca/profissional no médio a longo prazo, e decepções podem levar a uma ruptura definitiva com o cliente se este se sentir enganado. Já presenciamos o “cancelamento” de projetos nos meios digitais por declarações ou atitudes desconexas ao que aparentavam defender.

As mídias sociais são excelentes formas de divulgarmos os nossos projetos, propósitos, nos conectar a trabalhos sociais e angariar apoio. Fazer uma live, participar de uma entrevista, fazer um debate, nunca foi tão fácil realizar este tipo de iniciativa. Embora seja difícil angariar audiência e ter recorrência, é preciso lembrar que, a possibilidade hoje de gerar exposição, chamar atenção, de fato existe e isto pode ser bombástico, ou pode vir a ser catastrófico. Levando em conta os dois extremos desta avaliação, há que se levar em consideração a relevância do tema para o momento (não ser mais do mesmo) e a qualidade do conteúdo que se está propondo, pensando em quem está assistindo.

Lembrar que, caso opte por fazer este tipo de atividade, do outro lado há alguém que tem expectativas. Abra um ou mais canais de comunicação para uma interação online, isto é muito importante, até para entender estas expectativas. Haverá uma incômoda tela que os separa e de onde somente um falará e será provocado. Já que é assim, que seja então passada uma mensagem do tipo “3M”, uma mensagem de apoio, de confiança e que estimule as pessoas a reagir durante e depois, e claro, seguir em frente.

O mais importante agora é que cada empresa, cada colaborador, possa ajudar a sociedade que está doente, está fragilizada, de forma efetiva e verdadeira seguindo o seu propósito, fortalecendo a sua marca. Isto nunca foi tão latente, tão cristalino! Não medir esforços para se aliarem a seus ecossistemas e criarem saídas inovadoras e criativas para juntos sairmos melhores do que entramos desta situação. É hora de darmos as mãos e agirmos genuinamente para um mundo melhor.