As 5 reflexões no convívio com as pandemias. Seria este, o nosso novo normal? A ciência diz que sim.

Durante o confinamento muito se descobriu, se redescobriu, muito se ganhou e muito se perdeu. Uma reflexão rápida sobre a vida que se desenha logo à frente.

Direitos de uso De Jenny Sturm by Adobe

Em linhas gerais as pandemias devem aumentar pelo estilo de vida adotado pela humanidade, pela expansão das áreas urbanas, diminuição das florestas causando desequilíbrios no ecossistema, consumo de carne animal com baixos índices de proteína ou qualquer outro tipo de substância benéfica para a saúde humanas, viagens de avião cada vez mais longas e com alta capacidade de carga humana, a globalização e facilitação do turismo sem os cuidados devidos para controle de zoonoses e doenças humanas e por conta do aumento da agricultura em áreas próximas da urbana ou de floresta selvagem.

Entre 2009 e 2019 foram descobertos pelos cientistas norte americanos do U.S.-funded Predict project mais de 1000 novos vírus capazes de produzir uma pandemia, se estima que tenhamos por ano, entre 2 a 3 novas pandemias, grande parte, algo em torno de 75%, afetando o trato respiratório. Tendo em vista este cenário cada vez mais preocupante, nossas vidas mudaram e mudarão sensivelmente. Vamos analisar estas mudanças sobre o aspecto do Trabalho, Ensino, Família das perdas e dos ganhos.

(A) Como será o nosso Trabalho?

  1. O trabalho remoto veio para ficar e será parte de nossas vidas definitivamente. Investimentos em tecnologias de rede, aplicativos de comunicação e mobiliário adequado são a tendência para quem quer e precisa montar o seu escritório em casa. Outra opção são os Co-Works espalhados pela cidade, a tendência é que haja forte demanda e os preços tendem a aumentar;
  2. Comunicação virtual será a primeira opção, reuniões presenciais serão menos regulares por conta da agilidade, proteção da saúde e pela qualidade cada vez maior da infraestrutura de comunicação;
  3. Impactos em remuneração e benefícios serão amplamente discutidos entre empresa e funcionários. Benefícios flexíveis podem vir a ser boa opção para redução de custos a médio e longo prazos.

(B) Como será o Ensino?

  1. Preocupação com a queda de rendimentos dos alunos será grande, professores e pais cada vez mais próximos para dirimir o impacto produtivo nos alunos e já pensando na continuidade do processo continuamente, ou em parte;
  2. Falta de preparação de alunos e professores para este novo meio de ensino à distância, fará com que professores se especializem cada vez mais neste modelo, fazendo com que os alunos consigam alcançar seus objetivos de ensino efetivamente;
  3. Alunos sairão mais especializados em tecnologias que antes eram amplamente utilizadas nos escritórios, o que certamente alavancará muito seus conhecimentos e preparação para o mercado de trabalho;
  4. Uso de ferramentas digitais para potencializar o ensino de forma virtual farão com esta geração tenha amplo entendimento das tecnologias e ao mesmo tempo consigam criar novas experiências.

(C) Como será a Família?

  1. As mulheres sairão deste processo sobrecarregadas e fortalecidas. Dividirão o orçamento familiar e suas decisões amplas, comandarão os deveres da casa com apoio do companheiro e filhos, bem como estarão à frente da educação dos rebentos. Terão uma ampla visão do processo e tomarão decisões que impactarão a vida da família em grande escala;
  2. Resiliência familiar sairá fortalecida, pois todos estarão melhores preparados para enfrentarem os desafios da vida como família, a redescoberta da instituição foi grande;
  3. Reforço dos laços familiares serão amplificados pelo tempo de convívio, por dividirem mais o espaço, suas frustrações, suas conquistas e desejos;
  4. Os investimentos sairão fortalecidos em alimentação e melhorias no ambiente doméstico, que passa pela reforma e aquisição de imóveis que tragam formas de consumo e lazer seguros para a família.

(D) Quais serão as Perdas

  1. A pesquisa mostra que as mulheres perderam em maior percentual seus empregos e serão as mais impactadas na família, cerca de 71%. Contudo, como explicado anteriormente, estarão mais à frente das decisões sobre o futuro da família;
  2. Adultos jovens sofrerão com o distanciamento social, mais do que as outras faixas etárias, uma vez são mais dependentes do contato pessoal culturalmente;
  3. A economia sofrerá com a readequação dos investimentos, do consumo responsável e relativos ao turismo, cultura e aquisição de bens;
  4. Empresas ajustarão o quadro de empregados, reduzirão camadas gerenciais para aumentar a eficiência e reduzir custos com folha. A recolocação das pessoas será gradual porém demorada para determinadas faixas salariais e vai depender da velocidade da retomada econômica.

(E) Quais serão os Ganhos

  1. Crianças e Adolescentes sairão fortalecidos deste processo;
  2. As famílias passaram pelo teste do confinamento, os laços foram fortalecidos e ou restabelecidos;
  3. A forma de consumir bens mudou muito, preza-se o valor de um bom serviço prestado e por outro lado o foco no cliente para aumento da satisfação e criação de fidelização;
  4. Cuidado pela saúde será amplificado em casa, nas ruas, no trabalho e em ambientes escolares. A responsabilidade amplificada para com a saúde também será difundida no transporte, dando-se preferência pela individualização;
  5. Prática por esporte e lazer aumentarão tendo em vista que as pessoas se adaptaram a cuidar mais de sua saúde fazendo mais exercícios em casa, isto deve permanecer no pós-pandemia;
  6. Investimentos estarão na agenda do brasileiro de forma amplificada, mas ainda conservadora. Será obrigatório para o futuro das famílias sob o aspecto de responsabilidade da manutenção familiar;
  7. O uso do carro privado pela maior segurança da saúde estará em foco;

Foi utilizada a pesquisa da Febraban abaixo, a qual recomendo fortemente a sua leitura: https://news.febraban.org.br/pesquisa/2020/julho, Coletiva: Antônio Lavareda, sobre as famílias brasileiras pós-pandemia.

Concluo dizendo que o momento é de transformação global, oportunidades surgirão para todos. A consciência de que a saúde é amplamente importante chegou para ficar em todos os setores e será rígido o controle sanitário. Evoluímos digitalmente uns 5 anos em apenas 1 ano por conta desta pandemia. Me refiro ao plano de digitalização privado e público com horizontes de 5 a 10 anos e que precisaram ser antecipados mostrando que sim, dá para fazer se dermos foco e importância pela vida das pessoas. Resiliência, tolerância e atitudes conscientes e fortes. Vai ficar tudo bem!

As 10 áreas de conhecimento humano fundamentais para melhor se posicionar no mercado HOJE! Agora é a hora!

Atualmente as empresas buscam por competitividade e lucratividade altas. Devido às constantes mudanças em que o mercado está condicionado, as empresas precisam de pessoas com hard skills e soft skills cada vez mais específicos e que se enquadrem definitivamente na cultura organizacional. Você está preparado?

Direitos de imagem de photoschmidt by Adobe

O fato de que as empresas precisam ganhar competitividade, serem atrativas através de produtos que satisfaçam o consumidor de forma efetiva, transformou os modelos organizacionais para entregarem um modelo de agilidade nunca antes visto. O uso de ferramentas e metodologias que capacitem as empresas para esta dita transformação faz com os times se tornem mais enxutos e mais capazes.

As pessoas com mentalidade fixa continuam tendo o seu espaço em áreas menos criativas e mais de controle. Mentalidade aberta e criativa passa ser um critério valioso para se analisar em entrevistas e promoções.

Costumo dizer que hoje se olha 40% para o requisito de fit com a cultura, 25% hard skills e 35% para os soft skills. Te perguntam a pretensão salarial e se encaixa, se concentra a conversa nestes três pontos. Experiência profissional conta, mas as empresas podem e devem levar seus profissionais para experiências que nem elas mesmas sabem o que será.

Haverá o dia em que chegaremos em nosso trabalho e atividades rotineiras não mais existirão. Chegaremos e entenderemos no dia qual será a nossa missão. Isso requererá que o profissional tenha resiliência, flexibilidade, cognitividade, inteligência cultural, empatia, sentido crítico, porém colaborativo e criativo, busque conhecimento incansavelmente e com extrema curiosidade. Vamos conceituar cada área de conhecimento:

  1. Resiliência: se trata da capacidade que o ser humano tem de passar por situações adversas e conseguir ultrapassá-las com destreza. Importante que isto crie vivência necessária para que situações semelhantes sejam resolvidas rapidamente;
  2. Flexibilidade: com a mente aberta, construtiva e receptiva, poder avaliar e transformar um dado contexto. Se trata da capacidade de entender rapidamente e encontrar soluções ou hipóteses sustentáveis para testar e resolver o problema, seja mantendo ou mudando o contexto;
  3. Cognitividade: capacidade de raciocínio, seja lógico ou prático, rápido para criar soluções para um dado problema de modo contínuo. Capacidade de conexão ágil de variáveis existentes de modo a montar um sistema associativo e direcional;
  4. Inteligência Cultural: compreender a cultura local, as suas origens, a diversidade em todo o seu espectro e através disto conseguir gerir o ambiente de forma efetiva, fazendo parte dele de forma natural;
  5. Empatia: capacidade de entender o outro, se colocar em seu lugar e trabalhar soluções que satisfaçam a interesses mútuos;
  6. Criticidade: capacidade de opinar sobre algo de modo claro e efetivo, algo voltado a apoiar a decisão que será tomada. Desafiar o outro, tirá-lo da zona de conforto para um objetivo comum e mútuo, foco é construtivista.
  7. Colaboratividade: capacidade de apoiar, estar envolvido com intuito único de ajudar a desenvolver e entregar atividades de contexto prático e ou estratégico;
  8. Criatividade: pensar pequeno ou pensar grande dá o mesmo trabalho, dito isto abrir a mente sem amarras, sem preconceitos, de modo a expor todo o poder de criação para algo que possa fazer melhor, seja para o que já existe ou que precisa ser criado.
  9. Busca por conhecimento: capacidade de especializar-se, desenvolver-se a todo tempo, não acreditar que há um limite para aprender e desaprender aquilo que não mais faz sentido.
  10. Curiosidade: capacidade da busca incondicional por respostas ao desconhecido, busca pelo aprendizado de modo a avaliar e decidir o que lhe interessa para sua evolução.

Agora, vamos contextualizar: Quando se está num ambiente que requer um modelo contínuo de criatividade, você se permite testar e errar. Isso requer muita resiliência, afinal até que se encontre uma solução final, muito “não” será recebido, muitos erros serão compreendidos e ultrapassados. Ter flexibilidade para compreender que situações mudam constantemente no mundo moderno e que não haverá quase nenhum projeto que seja perene e duradouro é fundamental. Se é assim, há que se colocar todo o poder de cognitividade para de forma ágil buscar soluções efetivas para pavimentar o caminho da empresa que se transforma a todo o momento. Criar hipóteses e meios de se resolver problemas complexos exige uma equipe multi-disciplinar e multi-cultural, o líder precisa de inteligência cultural incutida efetivamente no seu modelo de vida e trabalho, buscando aplicar o conceito de empatia para compreensão dos fatos e encontrar soluções que os beneficia mutuamente. O inconformismo gera um sentido crítico que movimenta o sistema e tira recursos de sua zona de conforto, porém é sempre com o viés colaborativo, criando consistência de ações. Por fim, um ambiente que estimule o indivíduo a ser criativo, melhora e muito a forma como a empresa evoluirá na sua busca frenética pela competividade e lucratividade que exige constantemente da equipe formas criativas de se encontrar caminhos prósperos para crescer. Estimular que seus profissionais se desenvolvam através do conhecimento irrestrito, os colocando em contato com mentes brilhantes da empresa e fora dela, os desafiando e fomentando o interesse e curiosidade pelo novo, o que não existe ainda e que precisa ser criado.

Conclusão: se você está buscando um “lugar ao sol” neste modelo evoluído atual, ter estas capacidades desenvolvidas pode ser ainda mais importante do que um monte de certificações e cursos universitários isolados. Eu acredito muito que estas capacidades começam a ser desenvolvidas na criação, vem de dentro de casa, vem da capacidade das escolas de estimular isto nas crianças. Os pais precisam se conscientizar sobre estes aspectos e os desenvolver continuamente em família. As empresas precisam aliar a sua cultura para criar um ambiente propício ao desenvolvimento destas capacidades. Se trata de uma transformação onde a tecnologia é a via, através de cloud, aplicativos inteligentes, AI e muitas outras. Aquela pergunta comum que nos faziam quando crianças: “Qual profissão quer exercer quando crescer?; precisará ser acrescida da seguinte questão : “E que tipo de profissional você quer ser quando crescer?”

” Bem-vindos ao novo mundo empresarial digital e voltado ao comportamento humano! “

O modelo do trabalho para daqui 7 anos. O futuro é logo ali, você está preparado?

Empresas e pessoas devem buscar como as tendências nos negócios, na sociedade, na tecnologia e na informação convergirão para mudar o ONDE, QUANDO, PORQUE e COM QUEM trabalharemos em um mundo cada dia mais digital. Automação de processos e negócios farão com que as empresas se tornem mais competitivas e eficientes.

Direitos autorais de jayzynism by Adobe

Conversando com um amigo falamos sobre a complexidade das profissões modernas e o quanto se exige do profissional já na largada. As empresas querem contratar pessoas supercompletas, repletas de predicados de formação acadêmica, de personalidade, com experiência profissional ampla e, além disto tudo, com baixa “quilometragem”. Quase um ser perfeito! Mas tem uma razão simples para que isso ocorra, o futuro é logo ali e a competitividade alta faz com que as empresas não possam errar em suas contratações.

Os profissionais acomodados perderão espaço definitivamente. Há que estudar muito, se certificar, ter bom relacionamento com o mercado e, claro, bater as metas constantemente criando um repertório amplo a se mostrar ao mercado.

Mas como será o futuro? De acordo com o relatório de 2016 do Fórum Econômico Mundial, “O futuro dos empregos“, 44% dos executivos identificavam ambientes de trabalho em mudança e acordos de trabalho flexíveis como o maior fator demográfico e socioeconômico, e de fato isto vem ocorrendo. As mudanças começam com a relação profissional/empresa, explico: empresas optam por elevar o fixo, dar benefícios por lei além dos benefícios alternativos de baixo custo e pagam mais pela excelência/execução, ou seja, após os resultados obtidos. Isso impulsionará muito o desenvolvimento intelectual dos profissionais, pois serão obrigados a fazê-lo constantemente de modo a manter e elevar o seu discurso. As novas gerações, introduzem no mercado perfis novos de pessoas, as quais já estão com este mindset estabelecido, o de resultado a curto prazo, sede pela obtenção de conhecimento, flexibilidade e busca incessante pelo sucesso.

Nos próximos 7 anos, o trabalho girará em torno de seres humanos alinhados com inteligência artificial (IA) aumentando a aptidão e as capacidades humanas. Não se trata mais de ter aptidão, mas de ter atitude.

O uso de ferramentas digitais está acelerado em todos os setores, valorizando a destreza digital dos recursos no desejo de usar tecnologias para obter resultados rápidos, quanto mais automação melhor. Isto parte do CEO até os analistas. Não há mais espaço para empresas pouco digitais, serão engolidas pela concorrência, principalmente as novas empresas que surgem no mercado já digitais.

O desenvolvimento social, os negócios digitais, o comportamentos do consumidor e novas e emergentes tecnologias construirão as mudanças radicais nos organogramas corporativos, ditarão o aperfeiçoamento profissional constante, formatarão a ampla escolha de trabalho com compromissos mais limitados e forçará o propósito empresarial a ser forte.

A relação a ser analisada é:

1) Cada vez mais acelerar o uso de: automação de processos de TI e negócios, uso de tecnologias com código aberto (comunidade), desenvolvimento de aplicações modernas (uso de low-code ou no-code), uso de cloud, uso de metodologias ágeis, DevOps, Inteligência Artificial;

2) Cada vez menos: investimentos em infraestruturas básicas e proprietárias, ter lock-in tecnológico e uso de equipes gigantes;

Conclusão da equação, as camadas de gestão tendem a diminuir, teremos equipes mais enxutas, mais especializadas, mais ágeis, mais produtivas e eficientes. As empresas serão mais competitivas e focarão mais em soluções voltadas ao negócio.

O aperfeiçoamento profissional constante será componente decisório na hora de se escolher um novo emprego. Buscarão saber se a empresa propõe um ambiente de aprendizado e contato com pessoas intelectualmente evoluídas, isto será um fator de desequilíbrio muito importante.

Por sua vez, as empresas ao escolherem seus novos profissionais, o farão buscando perfis mais preparados contendo um mindset voltado à constante busca pelo conhecimento de modo a prover um melhor atendimento ao cliente.

As possibilidades serão amplas e as pessoas poderão escolher onde vão trabalhar mais abertamente. As empresas por outro lado precisarão alimentar constantemente a satisfação das pessoas, o que exigirá uma gestão cada vez mais voltada ao desenvolvimento humano.

Por fim, o propósito da empresa alvo importará muito. Qual valor a empresa se propõe a entregar para a sociedade? O que a empresa busca alcançar num médio e longo prazo? Como o profissional fará parte deste processo efetivamente (seu papel)?

O futuro bate à porta de todos, a área de Recursos Humanos dividirá suas atividades com a área de Recursos Robóticos, onde máquinas e aplicativos substituirão seres humanos em atividades mecânicas e de baixo valor agregado, evitando erros humanos, garantindo a eficiência de processos. Significa que na hora de tomar a decisão sobre contratar um novo profissional, se analisará se um Robô (aplicativo) o faria melhor, com maior segurança, menos erros e mais barato. Se sim, a área de Recursos Robóticos será acionada para contratar ao desenvolvimento do seu novo “profissional”.

Se trata de um modelo revitalizado sobre a relação empresa e empregado e estamos neste momento em fase avançada de transição. A verdade é os profissionais precisarão ser um desenvolvedores de: ideias, processos e aplicações para a empresa. O cidadão desenvolvedor. Não sabe nada sobre isso? Agora é a hora de se preocupar, pois num futuro cada vez mais breve, com as empresas cada vez mais digitais, seus recursos precisarão ser mais completos com poder de adaptação nunca visto anteriormente.

Aulas Escolares Virtuais, onde estamos hoje e para onde vamos?

As aulas das crianças atualmente estão sendo realizadas virtualmente por meio digital. Ainda há muito o que aprender e melhorar neste processo, mas estamos no caminho certo? Como será o futuro?

Direitos autorais De Aleksandra Suzi by Adobe

Um dia acordamos inseridos em outra realidade. De repente, as aulas escolares passaram da sala de aula direto para dentro das casas das pessoas. Pais e avós se desdobrando para disponibilizarem uma infraestrutura minimamente aceitável para transmissão de aulas virtuais em suas casas, rotinas sendo transformadas e, mais do que isso, todos com disposição para estar ao lado das crianças e ajudá-las na transição da sala de aula para casa.

Há pelo menos 3 meses estamos trabalhando em um modelo que até então era pouco utilizado pelas escolas, mas que de repente, a exceção virou a prática, o padrão. Dividir a atenção do trabalho e afazeres do lar com as aulas das crianças tem sido um grande desafio para pais e professores.

Tenho recebido alguns feedbacks das minhas crianças sobre este processo e gostaria de abordar pontos comuns que foram levantados com seus colegas inclusive:

  1. Falta de contato pessoal com os amigos e professores: a falta do convívio escolar, que engloba os colegas, professores e funcionários da escola tem sido sentida pelas crianças, afinal a rotina foi quebrada abruptamente, gerando um sentimento de perda que precisa ser trabalhado pelos pais.
  2. Estamos aprendendo bem, mas não é a mesma coisa: a ausência do ambiente da escola, o cheiro da sala de aula, do lugar comum, do recreio, até a forma de fazer perguntas ao professor mudou. Atualmente tirar dúvidas com o colega ao lado ficou diferente, todo mundo está ao lado, a apenas um click. E as aulas práticas e lúdicas? E as feiras, eventos e festas?
  3. Prestar mais atenção na aula e fazer os deveres de casa : O modelo novo traz uma outra dificuldade, a do foco das crianças. Algumas conseguem focar bem no modelo de aulas virtuais e outras não conseguem se desligar das distrações da casa e focar, causando frustração e a perda da matéria, exigindo um esforço adicional dos pais e avós que da noite para o dia viraram assistentes, ou até professores de fato complementando os estudos.
  4. Uso das suas próprias coisas em sua casa: reconhecem que o uso das suas próprias coisas, com individualidade, é até bacana. Mas cresceram aprendendo a compartilhar, logo, a maioria prefere compartilhar o espaço com os colegas do que ficarem nos seus quartos “sozinhos”. Até o fato de ter que dar aquele pedaço do lanche para o colega está fazendo falta.
  5. Problemas técnicos de internet afetando bastante a aula: nosso país possui uma rede de telecomunicações ainda frágil. Ter a todos em casa trabalhando e estudando fez com que as redes ficassem sobrecarregadas, sem contar que nem todos possuem uma rede em casa de qualidade, precisando fazer investimentos adicionais. Isto vem causando interrupções que deixam os alunos irritados com: travamentos, congelamentos e afins. Resultado da falta de estrutura e de planejamento que não houve tempo para executar.
  6. Não se comunicar com o(a) professor(a) facilmente se tiverem dúvidas: na sala de aula, teve dúvida, levanta a mão e pergunta. Na aula virtual este processo existe, mas ainda é complicado, afinal o professor precisa gerir prioridades à distância, procurar atender a todos de forma justa e de certo modo não foram treinados para atuar nesta situação com antecedência. Sabe aquele aluno que para aprender melhor precisa sentar-se na primeira cadeira da fila? Pois é, ele(a) não poderá mais estar ali às vistas minuciosas do(a) professor(a), onde com um pequeno sinal corporal já o(a) deixava saber que precisava de ajuda, como ele(a) será capaz de reconhecer virtualmente este comportamento? Como ele se sentirá confortável de levantar a mãozinha virtual toda a hora para perguntar?

Mas, como será o futuro? Bem, estamos no meio da onda de aprendizado e maturação deste processo de e-Learning que nos foi inserido a forceps. Até o final do ano estaremos melhor estruturados e melhor engajados, o que fará com que a qualidade evolua e novos investimentos surjam na área de aplicativos, de rede e de equipamentos computacionais. Ou seja, no melhor cenário, há muitas questões a serem resolvidas ainda.

No cenário dos menos favorecidos, a situação é dramática. Os desafios em levar educação online para a população mais carente, são enormes. Sem recursos para a infraestrutura básica para suportar as aulas em casa, alunos e professores sofrem nesta nova realidade. Imagine a situação da criança que precisa pegar o celular da mãe e ir a um estabelecimento comercial acessar a internet privada do local para assistir à aula? Mesmo com todas as dificuldades inerentes ao processo, os alunos das escolas particulares estão melhor preparados. O abismo entre estas duas realidades só será transposto com articulação forte entre a sociedade civil, empresas e o governo.

As aulas voltarão à normalidade da sala de aula um dia, mas claro, com as devidas proteções respeitando distanciamento, uso de máscaras e tudo o mais. Contudo, certamente, pelo menos por um tempo, parte das aulas ainda será administradas por meio digital. Até aí, tudo dentro do esperado. Mas o que deve realmente se alterar é o comportamento das crianças para com o uso do computador em prol dos seus estudos, fazendo mais treinamentos à distância, em qualquer lugar do mundo, nas mais diversas disciplinas de interesse. Aulas de língua, programação, música, entre outras matérias, as quais provavelmente permanecerão ministradas por meios digitais. Ou seja, o “Edge Computing” se tornará um aliado nos estudos das crianças, onde a educação deverá ser democratizada e melhor globalizada.

Num futuro não tão distante, haverá a inserção de tecnologias que potencializam a experiência do usuário nas salas de aula, experiências estas que atualmente são mais utilizadas nos ambientes empresariais e dos videogames. O uso de AR (Augmented Reality) e VR (Virtual Reality) nas salas de aula, é inevitável. Estas tecnologias servirão para virtualmente ilustrar ambientes, lugares históricos e geográficos, situações históricas, além de poderem usar aplicações para criar protótipos virtuais antes de se produzir os reais, reduzindo custos com perdas de materiais.

Imagine criar uma maquete virtual para a feira de ciências e em seguida construir uma física idêntica prestando atenção em cada mínimo detalhe? E se pudéssemos estar em nossas casas, e criar um ambiente de sala de aula tradicional utilizando AR/VR? E se as crianças pudessem conhecer outra cultura, visitar museus viajando e voltando sem sair do lugar em minutos? Entende como podemos fazer uso das tecnologias para suprir boa parte dos pontos levantados acima e que hoje são desconfortos de nossas crianças?

A democratização da Internet, levando para todos a infraestrutura básica, é uma ação urgente para o poder público e privado. É evidente que não haverá educação de qualidade sem o mínimo de infraestrutura digital básica para isto.

O Futuro é logo ali e a pandemia pode ter sido importante para este empurrão na melhoria do uso das tecnologias para a educação dos nossos filhos e netos. Então que venha a era digital na sala de aula, definitivamente para ficar!

Está difícil contratar para área de tecnologia. Mas, a oferta é de carreira ou de emprego?

O Employee Value Proposition (EVP) precisa ser forte para que a empresa possa recrutar os melhores talentos para as posições de tecnologia. Este é um fator primordial para uma das áreas que mais cresce reduzindo o turnover em 69% !

Direitos autorais da imagem para  leszekglasner by Adobe

Para quem não está familiarizado, o Employee Value Proposition ou EVP, é a forma que a empresa expõe seus predicados para atrair novos talentos, através de qualidades que a torna especial e diferenciada, ou seja, mais sedutor (profissionalmente, claro) para o mercado de talentos.

Talentos para as áreas de BI, Blockchain, AI, IoT entre outras áreas de crescimento acelerado do mercado está cada dia mais complexo de se encontrar e com posições abertas em praticamente todos os segmentos da indústria. Com a escassez de talentos, a competitividade aumenta muito, logo ser atraente é fundamental.

Seguem alguns exemplos de EVP de famosos de mercado:

  • Hubspot. “We’re building a company people love. …
  • Nasa. “Explore the extraordinary, Every Day…
  • Yelp. “We work hard, throw Nerf darts even harder, and have a whole lot of fun. …
  • Goldman Sachs. “At Goldman Sachs, you will make an impact” …
  • Target. “Oh what fun. …
  • L’oreal. “A thrilling experience. …

Mas o que é um bom EVP na área de tecnologia? São aqueles relacionados aos tópicos abaixo:

  1. Oportunidades de Carreira Futuras em empresas que primam pela inovação
  2. Parte econômica atrativa com ótimos benefícios
  3. Oportunidades de Desenvolvimento de conhecimentos
  4. Flexibilidade horário
  5. Ambiente divertido e ágil
  6. Empresa com propósito ambicioso
  7. Excelência Operacional destacada

Explicando um pouco melhor, é o seguinte: se trata da intersecção entre o que o candidato trará de benefícios relacionados ao seu conhecimento, sua experiência, seu talento e demais atributos para compor a equipe; em troca a empresa lhe proporcionará oportunidade de crescimento, boa compensação, ambiente agradável, flexibilidade de horário, envolvimento com pessoas de alto nível intelectual, mudança de país e reconhecimento. Quando estas duas partes se encontram e dão match, dize-se que há um EVP forte.

São 5 os fatores a explorar pelos candidatos e pelas empresas empregadoras: Pagamento, Oportunidades, Organização, Pessoas e trabalho.

Fundamental é explorar o futuro nas ofertas de trabalho, por que? Porque as pessoas querem mais do que um emprego, querem um projeto que se encaixa com o seu propósito. A partir do momento que este projeto deixa de ser sedutor, simplesmente ela passa a procurar outro projeto e o turnover da empresa aumenta. A forma de reduzir este turnover em mais de 69% é ser sincero quanto ao projeto desde o momento das entrevistas, gerando a expectativa correta com o EVP criado.

Evidentemente as coisas podem mudar ao longo do tempo, mas isto não deveria ser um problema se o que foi vendido for verdadeiro e as mudanças entendidas como erros de percurso que poderão ser mitigados ao longo do tempo.

Os candidatos por sua vez buscam se desenvolver, se tornarem mais completos a cada passo dado em sua carreira. Na hora de tomarem a decisão de mudança, muitas das vezes colocam mais peso na balança na possibilidade de desenvolvimento do que na de compensação de curto prazo. Exemplo: um candidato que ganha R$ X pode ir para um projeto mais atraente ganhando os mesmo R$ X, tendo a perspectiva de uma melhora de ambiente de trabalho, morar e trabalhar perto, ter flexibilidade de horário, crescer mais rapidamente em sua carreira, entre outros. Claro que dependerá do perfil do candidato, do momento de carreira, ou seja, pessoas mais jovens estão mais preocupadas com desenvolvimento, pessoas com filhos e casadas se preocupam mais com compensação e benefícios, mas em linhas gerais, ambos andam no mesmo espaço de discussão, afinal não nos esqueçamos que realização profissional conta muito, é primordial.

Em linha com os posts anteriores do Blog, as empresas enxergaram a importância de trabalharem o EVP, mas para tal precisam explorar melhor seu propósito nas redes sociais, eventos, mídias tradicionais entre outros meios de veiculação da informação. Por quê? Porque EVP não começa a ser construído na elaboração da vaga, mas bem antes, para se transformar em uma marca atraente para as pessoas através de ações sociais, apresentando um propósito claro e objetivo, empregando pessoas que estejam satisfeitas e que divulgam ao mercado tal felicidade, demonstre quão agradável é trabalhar na empresa, entre muitas outras coisas positivas para a marca.

Finalmente, as empresas precisam prestar atenção nestes pontos na hora de construir o EVP: serem autênticas, relevantes e diferenciadas na mensagem que querem passar para atrair de fato bons talentos. E os candidatos procurarem posições que agregam diretamente ao seu portfólio pessoal de conhecimento evolução de carreira e propósito (projeto) para que possam crescer juntos com a empresa.

Costumo dizer que: “Não existe o candidato ou a empresa perfeita, todos os lados terão de se provar constantemente um ao outro, terão gaps a desenvolver, o que é ótimo, pois poderão crescer e juntos. Que seja contínuo, atraentemente contínuo.”

O consenso é: há que se ter um propósito, então que seja forte e verdadeiro!

Estamos em um momento em que há desemprego, latentes fragilidades, doentes e acima de tudo há uma enxurrada de desafios pessoais e profissionais neste “novo normal”. Como lidar com isto, ter um projeto, um propósito que possa ajudar à sociedade de verdade através da inovação de processos, das tecnologias emergentes e das mídias sociais? Agora é a hora!

Direito de Imagem de: bignai from Adobe

Os convido a fazerem comigo uma reflexão bem simples: de repente entramos numa espécie de “novo normal” onde ficamos mais disponíveis e todos olhamos uns para os outros e nos vimos lá. Está bem, e agora? Revimos nossos conceitos e chegamos a uma velha conclusão de que toda empresa e pessoa deve ter o seu propósito, aquele projeto para chamar de seu, um que realmente as mova a fazer a diferença para si e para a sociedade. Algo que possa habilitar a tecnologia como aliada, com conhecimento de causa, com experiência e tempo. Ao mesmo tempo você precisa estar convicto de que consegue colocar este propósito em prática de forma clara, afetando positivamente a sociedade.

Se tem tudo isto, é um ótimo momento para se expor e fortalecer sua marca, do seu produto e de quebra fazer com que seus funcionários fiquem orgulhosos. Caso contrário, se expor sem que tenha atendido a todos estes requisitos básicos, pode ser um tiro no pé. Não adianta criar um propósito revisitando missão, valores e visão só para cumprir tabela, para estar na moda.

O que tenho visto é um grande movimento de empresas e principalmente de pessoas muito bem intencionadas, mas que acabam pecando por não cumprirem com as expectativas básicas geradas, entregam uma música comum e desafinada que não agrega nada à sociedade, tão pouco à empresa. Por exemplo, as ONGs estão se empenhando e conseguindo melhores resultados neste processo, como a Gerando Falcões, que lidera projetos sociais nas favelas do Brasil através do uso de tecnologias emergentes, doações e voluntariado. Se não tem um propósito claro e muito bem definido socialmente, atrelar a sua marca a uma iniciativa poderosa como esta, pode ser um bom caminho.

O mal do mundo moderno é a expectativa, que aliás é a causa de mais de 50% das doenças da mente. É inato do ser humano. Ele está sempre esperando do outro aquilo que acha que o outro pode lhe entregar. Se não recebe o que acredita ser merecedor, se decepciona e sofre. Nos dias de hoje isto é latente.

A sociedade passa por um momento que a deixa fragilizada. Se alguém ou alguma empresa deixa a entender que tem algo a oferecer para mudar ou melhorar este padrão, gera-se uma expectativa. Caso não seja cumprida, o risco em ter a imagem arranhada é grande. Empresas e pessoas que querem ser relevantes em propósito, precisam fazê-lo de forma real e comprometida, e não somente de forma superficial e comercial. Os consumidores vão analisar o comprometimento da empresa/marca/profissional no médio a longo prazo, e decepções podem levar a uma ruptura definitiva com o cliente se este se sentir enganado. Já presenciamos o “cancelamento” de projetos nos meios digitais por declarações ou atitudes desconexas ao que aparentavam defender.

As mídias sociais são excelentes formas de divulgarmos os nossos projetos, propósitos, nos conectar a trabalhos sociais e angariar apoio. Fazer uma live, participar de uma entrevista, fazer um debate, nunca foi tão fácil realizar este tipo de iniciativa. Embora seja difícil angariar audiência e ter recorrência, é preciso lembrar que, a possibilidade hoje de gerar exposição, chamar atenção, de fato existe e isto pode ser bombástico, ou pode vir a ser catastrófico. Levando em conta os dois extremos desta avaliação, há que se levar em consideração a relevância do tema para o momento (não ser mais do mesmo) e a qualidade do conteúdo que se está propondo, pensando em quem está assistindo.

Lembrar que, caso opte por fazer este tipo de atividade, do outro lado há alguém que tem expectativas. Abra um ou mais canais de comunicação para uma interação online, isto é muito importante, até para entender estas expectativas. Haverá uma incômoda tela que os separa e de onde somente um falará e será provocado. Já que é assim, que seja então passada uma mensagem do tipo “3M”, uma mensagem de apoio, de confiança e que estimule as pessoas a reagir durante e depois, e claro, seguir em frente.

O mais importante agora é que cada empresa, cada colaborador, possa ajudar a sociedade que está doente, está fragilizada, de forma efetiva e verdadeira seguindo o seu propósito, fortalecendo a sua marca. Isto nunca foi tão latente, tão cristalino! Não medir esforços para se aliarem a seus ecossistemas e criarem saídas inovadoras e criativas para juntos sairmos melhores do que entramos desta situação. É hora de darmos as mãos e agirmos genuinamente para um mundo melhor.

A aposta é que a força de recuperação virá do ecossistema

Estamos entrando na fase três do processo, o de retomada, ou pós-pandemia, a qual está afetando diretamente as nossas vidas. Empresas, governos e população estão se preparando para a retomada gradual planejada. Quem sairá mais forte deste processo?

Direitos de Fotografia:  howtogoto by Adobe.

O relatório anual do Gartner Inc. entitulado CIO Agenda 2020, demonstra que, dentre outros pontos , empresas que enfrentam processos de disrupção e conseguem sair fortalecidas, são chamadas de empresas do tipo “Fit”, ou seja, são empresas que saem melhores condicionadas deste processo. Já o contrário, são empresas do tipo Frágeis. Então, o convido a fazer uma reflexão: quantas empresas serão consideradas do tipo Fit passada a crise que estamos enfrentando?

Empresas que neste momento estão preocupadas com os seus funcionários, com os cidadãos da cidade em que estão, com a economia local, certamente sairão melhores do que entraram. Pelo menos no que diz respeito aos processos, sistemas e pessoas, bem como com relação à sua imagem perante ao mercado. Certamente aprenderam, aproveitaram o momento e evoluíram, logo sairão transformadas.

Esta semana assisti à interação pelo LinkedIn entre dois influenciadores geniais, Ricardo Amorim e Allan Barros com o título de: Estratégia de Comunicação para o Pós-Pandemia. Comentaram, dentre outras coisas interessantes, que empresas que aproveitarem este momento para fortalecer os laços com seu ecossistema de clientes e parceiros, sairão mais fortes disto tudo. Não é hora de ganhar dinheiro com seu fornecedor e o fornecedor com o cliente, é hora de se ajudarem para que todos possam continuar a produzir, coexistir e retomar o crescimento. Esta sensibilidade precisa estar contida nas discussões da retomada, a preocupação com a economia e com a sociedade em si de igual modo.

Neste momento, a força está na união de todos os jogadores. O momento pede para que as partes envolvidas trabalhem para encontrar soluções que possam preservar e criar novos empregos, ajustar despesas e investimentos e continuar a produzir, afetando a economia positivamente no curto e médio prazo.

O fato é que aparentemente não será uma tarefa tão fácil, afinal se trata de algo novo para todos os envolvidos e não existe uma fórmula mágica para que o consumo volte rapidamente e as empresas voltem a funcionar como antes. Grande parte das pessoas foi impactada com redução de salário, donos de empresas impactados com a lucratividade, investimentos parados, o governo com o foco na saúde da população, ou seja, falta dinheiro na economia.

Olhando o copo meio cheio agora, existem oportunidades novas aparecendo no ramo da tecnologia, que passa a ser uma aliada forte para aumentar a eficiência e a produtividade, diminuir riscos e melhorar a imagem da empresa. O foco está em continuar a prover produtos e serviços de forma inteligente. A experiência do cliente já era foco e agora se tornou mais do que fundamental para a retomada, será uma disputa digital pela experiência do usuário.

Como exemplo prático, do “caos”, as agências digitais, aceleradoras digitais e empresas de desenvolvimento de aplicações sob medida voltadas à inovação e automação de processos, entraram na mira destes ecossistemas que já estavam estabelecidos e encontraram um lugar ao sol em meio à tempestade que vivemos. Muito por sua flexibilidade, agilidade e preço acessível, mesmo para as pequenas e médias empresas.

Creio que haverá uma crescente preocupação com a valorização das marcas. Se investirá mais em ações de marketing e sociais para torná-las marcas com propósito, ao mesmo tempo que a experiência do cliente estará cada vez mais em linha com a potencialização da valorização da marca.

Cada ecossistema trabalhando de forma efetiva, convidando novos e habilidosos jogadores que possam complementar de forma inteligente o modelo funcional e econômico, fará com que muitas consigam passar por esta última etapa do processo sendo mais eficientes, mais inteligentes, mais humanizadas e sendo “Fit”.

O desafio do líder para inspirar o time remotamente

Inspiração é um estado motivacional que energiza a atualização de ideias criativas. Existe uma situação interessante retirada de pesquisas. Inspiração geralmente não vem quando a buscamos. Surge em momentos inesperados. Logo um líder inspirador, alguém que inspira e se deixa inspirar, precisa ter os seus momentos de lucidez e tranquilidade para poder criar e inspirar.

Inspiração constantemente faz do líder alguém único, alguém a ser seguido. (Direitos de fotografia : MarekPhotoDesign.com via adobe acrobat)

O momento em que estamos todos em casa, em home office, home schooling, férias forçadas do marido e da esposa, enfim, uma mistura de processos e situações pouco conhecidas por todos, pode não ser favorável para criar e inspirar. Por outro lado, por que não usar este momento para que todos se ajudem e daí possam surgir novas ideias? Estudos mostram que as melhores ideias surgem da individualidade e não em grupo. Mas será que teremos espaço? Será que ideias podem aflorar mais rápido e melhor advindas da diversidade?

Mas, o que significa para o líder inspirar pessoas? Alguns pontos a considerar:

  • Fazer o seu trabalho de forma natural.
  • Inspirar pelo exemplo, através de suas ações.
  • Focar em resultado e entregá-lo sempre.
  • Conseguir vender bem as suas ideias, ser claro.
  • Usar boas argumentações e não usar de maneiras autoritárias.
  • Inspirar requer gostar/amar aquilo que faz.
  • Saber lidar com egos e com as expectativas dos outros.
  • Dar coach e feedback sempre que possível.

Inspiração vem da alma e do coração, não vem dos livros ou de outra fonte qualquer. Inspirar é o que faz um líder de verdade, significa fazer com que os outros a seu redor vejam a razão pela qual precisam agir. Inspirar é absorver a ideia, a mensagem, absorver o conhecimento que te faz mover adiante.

Mas como realizar este trabalho motivacional e inspirador estando longe do time, em uma situação como esta em que todos estamos remotos?

  1. Existem diversas pesquisas que dizem que a inspiração aparece em momentos altos de lucidez. Geralmente quando estamos passando por situações adversas em nossas vidas. Nestas pesquisas, as pessoas dizem ter acesso a suas inspirações artísticas e para inovação advindas de situações complexas de vida. Então este momento poderia ser fértil para inspirar os outros através de atitudes profícuas, mãos à obra;
  2. Estamos passando por uma situação grave, difícil, onde cada um tem a oportunidade de inspirar sua família, seus amigos, a empresa e empregados. Muitos profissionais nas mídias sociais demonstrando empatia, solidariedade, criando meios de ajudar um ao outro, alguns criando blogs, vídeos de autoajuda, lives de debates, tudo isto é um exemplo clássico de inspiração. Pessoas ajudando idosos, outros entregando currículos no mercado para as pessoas, outros se colocando à disposição apenas para conversar. Fazer uso das tecnologias como aliadas para inspirar as pessoas a continuarem suas jornadas, aprender, evoluir e crescer, é fundamental nos dias de hoje e demonstra o perfil do líder. Contudo, “não é preciso que a bondade se mostre, mas sim que se deixe ver” (Platão). Faça porque é teu, sem te preocupar com imagem, sem te preocupar com ego, te preocupe em fazer o bem, a consequência é o universo te retribuir com amor;
  3. Inspirar por meios remotos não é simples, requer escrita, oratória e retórica, linguística, intra e interpessoalidade. Predicados que muitos não possuem 100% desenvolvidos ainda. Praticamente as 8 inteligências, segundo o professor Howard Garden. Ora, então se trata de uma ótima oportunidade para desenvolver-se, buscar entender seus flancos de inteligência e os desenvolver. (clique no link do professor Howard e entenda um pouco mais.);
  4. Qualquer sinal de desmotivação por algum membro da equipe, o líder deve chamar um bate-papo virtual imediato para um processo de “Fale Francamente”. Estes encontros são efetivos para que o líder “escute” e, caso haja espaço, possa prover alguns direcionamentos já. Agendar um novo bate-papo subsequente para entender se houve melhora e já começar a prover alguns feedbacks. (costumo evitar o termo reunião para este tipo de encontro)

Martin Luther King, Gandhi, Jesus, são exemplos de líderes inspiradores, líderes que fizeram outros se moverem, e ainda o fazem por meio do que disseram e, principalmente, fizeram. Mas o que  todos tinham em comum? O dom da palavra e um profundo conhecimento do ser humano. Todos sabiam exatamente o que falavam e o que os outros queriam e precisavam ouvir, mesmo que isto machucasse as pessoas e fossem contrárias, faziam refletir, inspiravam. Proclamavam aquilo que acreditavam, e  faziam  com que as pessoas se movessem. Eram seres humanos diferenciados , inspiradores.

Um líder que inspira os outros, precisa fazê-lo constantemente, pois  as pessoas precisam estar constantemente inspiradas e motivadas para prosseguir, eu classifico isto como uma espécie de tóxico motivacional. Ou seja, se parar de consumir e esta pessoa ainda não tiver encontrado o seu propósito mais profundo que o motiva a realizar aquela atividade, pode ser que ela disperse e se torne improdutiva. Está aí o desafio do líder em tempos como o que estamos vivendo.

Quais recursos são inspiradores?

1)   Ter uma identidade forte. Eu acredito muito nesta ação, a qual deriva da Missão, dos Valores e da Visão da sua empresa. As pessoas precisam se sentir parte de algo que acreditam fielmente, precisam ter o sentimento de pertencimento ativo, aflorado durante a maior parte do tempo. Em tempos de incerteza, como o que estamos vivendo, a identidade do time precisa eclodir fortemente e se destacar. O líder deve promover a sua manutenção, algo que inspire as pessoas diariamente sem perder de vista (se não tem identidade forte emanada ainda, crie a sua, derivada da empresa);

2) Transformar suas reuniões com seu time e seu comitê decisório em reuniões virtuais eficientes, sem procrastinar, mas sendo claro e objetivo. Usar mensagens motivacionais, acolhedoras e se oferecer para ajudar no que for necessário, principalmente durante este processo de retorno. Uma boa ideia que tenho visto é entregar alguns presentes na casa dos profissionais, demonstrando afeto, carinho e apreço pelo profissional;

3) Durante as reuniões usar o mantra da Visão, Valores e Missão (item 1), sempre que possível para que todos continuem engajados no propósito da empresa. Tudo o que entregamos para nossos clientes, funcionários e sociedade em geral, está repleto da cultura da nossa empresa e não podemos esquecer que tudo deriva destes três pontos. Funcionários desmotivados, tristes, apreensivos, gerarão este tipo de percepção para o mercado.

Todos estes processos são formas importantes para mantermos o time unido e inspirado. Outro ponto importante, comemorar cada conquista, mesmo que estejamos longes uns dos outros. Uma pessoa feliz com resultados dissemina sua motivação para outras 8 pessoas. Uma infeliz dissemina para outras 30 pessoas. O líder deve conhecer cada um dos seus empregados bem, entender seus momentos e cuidar para que sua interação com os pares seja saudável.

Por fim, um líder inspirador precisa dar o exemplo para os seus liderados, pares e chefes. Precisa estar em evidência como consequência, não pode e não deve ser forçado. Deve ser simpático, empático e construtivo durante  a maior parte do tempo através de suas atitudes. Costumo orientar que, se estiver chateado com algo, procure isolar estes pensamentos rapidamente. Isto pode não ser fácil, pois pensamentos geram sentimentos que geram atitudes, então cuidado para não contaminar seu time, afinal eles te seguem e vão no mínimo se preocupar, ou seja, gerar uma distração que gerará certa improdutividade ao time. O maior compromisso de um líder é inspirar a sua equipe.



A experiência do Home Office, 70% dos gestores estão preocupados com o “Foco”

Vamos explorar a verdadeira experiência do home office versus a expectativa da empresa, do profissional e da família. De repente fomos levados a trabalhar em nossas casas e não estávamos preparados. Quais são os impactos percebidos?

Trabalhar de casa em tempos de pandemia tem preocupado líderes e governos sobre a saúde física e mental das pessoas (Direitos de fotografia : hakinmhan via adobe acrobat)

O dia era 11/03/2020, acordamos e como todos os dias saímos para o trabalho. Na hora do almoço nos deparamos com reportagens dizendo que a OMS havia declarado pandemia de corona vírus. Mas, precisamente o que isto significava de prático na vida das pessoas se já estávamos em alerta há algumas semanas? De prático, daquele dia adiante os governos endureceram o combate ao vírus ampliando o processo de isolamento social, empresas criaram planos baseados em três fases (cuidar das pessoas, cuidar das finanças, cuidar do retorno) e as pessoas foram impactadas com os seus filhos fora da escola, diversas escolas entraram em home schooling ou férias forçadas e os pais sem ter com quem deixar seus filhos. Além disso, as pessoas precisaram se estruturar para criar um ambiente propício ao trabalho remoto, cheias de incertezas e inseguranças quanto ao emprego e sobre o futuro da empresa.

A partir deste dia 11/03 o mundo não seria mais o mesmo, definitivamente.

A contaminação crescendo exponencialmente pelo mundo numa onda gigantesca vinda do epicentro da pandemia à época, a província de Wuhan. Víamos a Europa sendo altamente impactada e lutando contra uma força invisível e até então pouco controlável, algo que em breve chegaria às Américas. Na atualidade (JUN 20) as Américas são o epicentro da crise, quase dois meses depois do começo de todo este processo.

Todos nós fomos impactados. O processo de trabalhar em casa vem deixando empresas, os seus gestores e funcionários altamente envolvidos em encontrar soluções interessantes e inovadoras para o trabalho remoto, porém continuamente preocupados com o resultado de curto prazo. Vejamos os principais pontos:

  1. Ergonomia. Pessoas foram trabalhar em suas casas e muitas não tinham o preparo adequado que o seu escritório oferece, como: Cadeiras ajustáveis, mesas com a altura e apoio para braços e pernas, iluminação adequada e ambiente propício ao trabalho. Sem falar na parte tecnológica de rede, computação pessoal e impressora. (Sim, ainda precisamos de papel e tinta no Brasil, e muito!)
    • Algumas empresas estão fornecendo cadeiras do próprio escritório para que os funcionários possam trabalhar de suas casas, ex.: Nubank, (leia a matéria no link)
    • Sei de empresas que pagam uma ajuda de custo aos funcionários para comprarem cadeiras, pagarem infraestrutura de rede, impressora, papel, etc. Já faziam isto antes e agora farão muito mais, pois pretendem manter o modelo de home office quando a crise passar.
    • Para motivar as pessoas, vejo diversos posts nas mídias sociais de empresas enviando mimos para os funcionários se sentirem acolhidos e queridos durante este processo, se trata de uma forma interessante de manter os profissionais focados e menos inseguros.
  2. Work-life Balance. Muitos demoraram a encontrar um modelo de vida entre o trabalho e a vida pessoal que fosse equilibrado e agora tudo estava unido de tal maneira que necessitam de algo diferente para gerenciarem as suas vidas. Como não se distrair? Como não perder eficiência, produtividade e foco?
    • De repente as pessoas estão em um processo em que precisam se preocupar de forma extrema com sua saúde e de sua família, se preocupar com a saúde da empresa e se preocupar em executar o seu trabalho de forma adequada. Na maioria das vezes sem ferramentas, sem suporte adequado da empresa e sem treinamento algum para gerenciar o seu trabalho remotamente.
    • De repente tudo ficou mais complicado, falar com clientes e colegas somente com hora marcada e de forma virtual. A rede cai, o sinal é ruim, minha vida está exposta para todos via áudio e vídeo, barulho de cachorro, crianças, liquidificador e muitos outros. Vem a dúvida, será que preciso me arrumar como antes? E os horários? Qual o protocolo a ser seguido? O que vamos comer? Quem irá ao mercado, a que horas?
  3. Isolamento. Tínhamos o convício com os chefes, colegas, clientes e agora estamos todos isolados. Qual o efeito disto em nossas mentes e como continuar socialmente ativo no trabalho e na vida pessoal?
    • O trabalho de repente triplicou, afinal tudo ficou acessível virtualmente, mas com dificuldades grandes de controle de horário e qualidade das conversas.
    • Não tem mais clube, não tem praia, não tem mais a casa do campo. Como entreter a todos com o mínimo de locomoção? Como resgatar o mesmo espaço para trabalhar com foco e tranquilidade? As crianças ativas querem sua atenção, afinal estão todos em casa e elas não entendem você não poder falar se está presente, o que fazer?
    • Meu chefe não me liga, será que está tudo bem? Estamos no escuro, a comunicação não é boa!
    • Sua cabeça não pára de funcionar nem quando se deita. Preocupações intensas incorrem e você não sabe o que fazer. Será que tenho reservas emergenciais suficientes? Quanto tempo levará para normalizar? O que preciso fazer para manter minha produtividade em alta? Amigos sendo demitidos pedem ajuda, nossa que confusão!

Conversando com alguns amigos gestores, acreditamos que o grande impacto deste processo principalmente para os gestores é a manutenção do foco no trabalho e atividades pelos profissionais tamanha a quantidade de incertezas. Pelo menos 70% dos gestores têm preocupações fortes nesta area. Pessoas impactadas com Ergonomia, Work-Life Balance e fatores provenientes do Isolamento se vêem envolvidas em gerenciar estes três pontos de forma muito dura, gerando distração com impacto direto na produtividade.

Qual o desafio dos gestores então, análise da causa e efeito:

  1. Ergonomia. Se trata de saúde do profissional, o que pode acarretar em gastos maiores com plano de saúde, afastamento das pessoas gerando improdutividade e impacto nos resultados, além de processos futuros para a empresa.
    • Empresas que possuam condições de prover mobiliário e treinamento para os funcionários, farão toda a diferença, se trata de economizar e não perder dinheiro. Gestores com visão de longo prazo já perceberam e estão investindo.
    • Investimento em disponibilização de profissionais especializados com o tema de saúde mental é fundamental e que seja extensivo também para os cônjuges.
  2. Work-Life Balance. Levará um tempo para reequilibrar as coisas. As pessoas precisam deste tempo e os gestores precisam ajudar as pessoas, através de métodos eficientes (cartilhas, planos, mecanismos). A empresa precisa prover isto às pessoas e se possível colocar o RH e psicólogos à disposição.
    • Empresas e seus gestores precisam trabalhar a flexibilidade de horário e entenderem a situação dos profissionais de uma forma ampla. Gestores com menos profissionais sob sua responsabilidade precisam conhecer a realidade de cada um detalhadamente e apoiar com plano individual.
    • Não dá para pensar em equilíbrio sem comunicação sincera, clara, objetiva e constante. Feedback e direcionar o rumo dos trabalhos é papel do gestor de pessoas e este precisa fazer isto mais do que nunca agora para não haver distrações e impactos na saúde mental das pessoas.
  3. Isolamento. Pessoas estão longe dos colegas, dos chefes, dos amigos e da família em alguns casos. O fator emocional é sério, é grave e precisa de atenção dos gestores
    • Envolver os profissionais no plano de recuperação da empresa de forma efetiva, criando ações prioritárias com a participação de todos
    • Se envolverem juntos em ações para a comunidade, de novo, com participação de todos. Neste momento isto é fundamental, pois ajudará a saúde mental dos profissionais, a do gestor, além de alavancar a marca da empresa na sociedade. O que não falta são necessidades sociais, é só olhar para o lado, ou buscar apoio com as Organizações sem Fins Lucrativos dedicadas a estas causas.
    • Se trata de um momento que passará e que todos estão impactados. Logo o gestor, a empresa e os funcionários estão no mesmo barco e precisam se sentir assim. O gestor também tem suas inseguranças causadas pelo isolamento e precisa cuidar do seu psicológico antes de ajudar aos outros. Se está impactado, precisa procurar ajuda imediata.

Algumas tecnologias que podem auxiliar nesta gestão:

a. Continue a criar seguimentos operacionais para ver, comunicar e interagir com seu time. Utilize uma linguagem simples, calma e conforte a todos sempre que possível. Veja o post deste blog sobre Sessões virtuais.
b. Anote as opiniões dos participantes em algum aplicativo de texto, crie uma ata, compartilhe e crie um plano. Costumo utilizar uma aplicação chamada Trello para organizar o trabalho e criar visão dos próximos passos. Utilize as sessões virtuais para mudar a mente dos funcionários em relação ao futuro (habilidades a serem aprendidas, planos de carreira …). Por fim, utilize o método de visualização para criar a visão que precisa sobre os fatos. Nada mais é do que desenhar, criar esquemas, fluxos, enfim, colocar para o papel o que seu cérebro está produzindo de informação. Eu gosto de usar a ferramenta de Mapeamento mental chamada MindMeister a qual ajuda a organizar de forma colaborativa, até compartilhar.
c. Mantenha a calma e tente entender qualquer feedback negativo dos profissionais diretos antes de tomar qualquer ação, vá a fundo na causa antes de escolher o efeito. Aqui o processo de entrevista periódica vai bem, utilize métodos conhecidos de coach e entrevista para tirar o máximo de informações que estejam gerando fatores negativos e que precisam ser ajustados. Iniciativas interessantes que tenho visto são sessões de troca de experiências entre as pessoas, às vezes a solução está embaixo de nossos narizes e não vemos.
d. Forneça saídas para os funcionários socializarem, como número de horas felizes durante o dia, exercícios virtuais, reservar um horário para conversar, etc. De novo as tecnologias de reunião virtual, happy hours virtuais, dinâmicas de grupo, enfim, qualquer metodologia será bem-vinda. Grave vídeos motivacionais e envie para seus profissionais, estimule a criação de um grupo de troca de mensagens para gerar experiências, inovações e bons momentos. Veja o post sobre Ansiedade, há dicas interessantes de ferramentas que podem ser utilizadas para ajudar neste processo.

Concluindo, em tempos de crise e com o home office em alta sendo a única saída, o que mais impacta é a manutenção do foco. Para isso o gestor precisará ajudar as pessoas, a si próprio e a seus colegas. Não será fácil, ninguém disse que seria e de verdade ninguém estava pronto. A verdade disto tudo é que sairemos mais conectados, mais empáticos, mais conscientes de nossas fragilidades e de nossas forças. Solidariedade hoje, para termos prosperidade amanhã!

O que é a ansiedade para o gestor em tempos de crise? Aliada ou inimiga?

A reflexão se refere a ter ansiedade como uma aliada ou inimiga em tempos de crise, como ao que estamos vivendo atualmente. Por um lado, a ansiedade quando bem empregada, nos move a tomar decisões, por outro lado, nos consome e pode nos levar a um quadro de depressão. Tudo depende do nível da ansiedade que em geral é oriunda do estresse e do medo. Quanto maior, mais exagerada ela é, menor será o fator positivo para sua vida. Vamos tratar este tema e empregar algumas tecnologias que podem ajudar neste processo.

Anxiety can be a big weight and a burden with negative influence – Anxiety role and impact symbolized by a heavy prisoner’s weight attached to a person, 3d illustration (Direito da Fotografia: GoodIdeas via Adobe Acrobat)

Ansiedade é a preocupação intensa, excessiva, persistente e medo de situações cotidianas. Podem ocorrer frequência cardíaca elevada, respiração rápida, sudorese e sensação de cansaço. Qual líder já não sentiu estes sintomas?

A ansiedade vem com o trabalho de ser um líder. O processo de gerenciamento pode torná-lo mais forte, mais empático e mais eficaz, desde que consiga controlar sua ansiedade e estresse, ser um exemplo para o seu time e seus clientes, ser admirável.

Ter preocupação, alto compromisso, inquietude, inconformismo, enfim, tudo isto nos move a tomar as decisões. São centenas de decisões todos os dias, mas um gestor de negócios o faz a cada pequeno período de tempo de forma clássica. Algumas são mais complexas, como as que precisamos tomar em um momento em que o mundo enfrenta sua pior crise desde a segunda guerra mundial e as incertezas tomam conta de todos os setores da sociedade. Temos uma visão de 15 dias, no máximo 30 dias, não mais do que isso. Então como estaremos em 60 dias, 90 dias, ninguém sabe, causando muita ansiedade nos gestores.

A incerteza consome a todos. Empregos, antes em crescimento, agora despencam dia-a-dia. Empresas antes sólidas, estão à beira de pedir falência. Setores antes prósperos, hoje enfrentam uma mudança de modelo de negócios necessária para continuar a sobreviver. O jargão de que “o mundo não será mais como era antes”, impregnou desde o pequeno empresário até os CEO’s de grandes corporações. Mas quando tudo voltará ao normal? Aliás, voltará ao normal? Perguntam-se.

O fato é que ninguém sabe. O medo é oriundo do desconhecido, do obscuro, do não transparente. O medo gera estresse que gera a ansiedade, que pode levar à depressão. Tudo fruto do funcionamento do nosso cérebro e precisamos tentar controlar de alguma maneira tais pensamentos que geram tais sentimentos. Na pesquisa da professora Francesca Gino da Harvard Business School intitulada “Liderando através da Ansiedade“, a ansiedade é tratada das duas formas, mas o que deixa claro é que os gestores da atualidade estão acometidos de grande ansiedade, de grande responsabilidade encapsulada com ansiedade ruim. Este fator de ansiedade ruim acomete em média 40 milhões de norte-americanos anualmente, principalmente por:

  1. Medo de perder o emprego;
  2. Medo do que pode acontecer com seus empregados e ou com a sua área de trabalho;
  3. Dúvidas sobre como a gestão remota se desdobrará em tempos de crise;
  4. Receio de que as mudanças já reconhecidas no mercado influenciem diretamente na forma como montaram os seus negócios e como isto se refletirá no futuro das áreas e da empresa;
  5. Dificuldade de fazer um plano de recuperação consistente pelas incertezas do mercado;
  6. E simplesmente por ver crescer os fatores que pouco controla, frente aos que tem controle, causando ainda mais insegurança.

Algumas formas de controlar a ansiedade já nos são conhecidas, ou seja, atividades que mantém o controle e saúde de nosso cérebro, que constróem o equilíbrio. Yoga, ginástica, caminhadas ao ar livre, fazer meditação, jogar um jogo de vídeo-game, ouvir músicas, tocar um instrumento musical, escrever um blog, um livro, hobbies e muitos outros. Na matéria citada da HBR a professora menciona a meditação como forte aliada deste processo, sugerindo fazer o seguinte exercício em tempos de crise de ansiedade:

Primeiro, sente-se em uma cadeira. Coloque os pés no chão e as mãos no colo. Mantenha seu queixo neutro. Observe qual parte do corpo você pode sentir imediatamente. Depois, com os olhos fechados, verifique o seguinte:

Sua cabeça
Sua mandíbula
Seu pescoço
Seus ombros
Seus pulsos e antebraços
Seu peito
Sua parte superior das costas
Sua parte inferior das costas
Seu estômago
Seus quadris
Seus isquiotibiais e traseiros
Suas panturrilhas, tornozelos e pés
Observe quais areas sente tensão e, para obter algum alívio, respire direcionando seu pensamento às áreas de tensão ou dor.

Você também pode prestar atenção ao que está acontecendo com seu corpo em diferentes momentos do dia de trabalho, quando eventos específicos ocorrem ou quando você toma determinadas decisões:

  • Como você se sente às 9h, meio-dia e 15h e 18h? Seu corpo muda ao longo do dia?
  • Se você se estressar, uma parte específica do seu corpo reage?
  • Com que frequência você depende de uma bebida, medicamento, relaxante muscular ou o alívio da dor sem receita ao longo da semana?
  • Seu corpo se sente diferente depois do exercício? Seus ombros estão mais leves?
  • Como seu corpo se sente no fim de semana ou quando você está fazendo algo que gosta?”

Conhecer o seu corpo é essencial para uma melhor qualidade vida. A dor é uma forma de comunicação de seu corpo com você, sinal de que algo está errado. 100% das vezes é oriunda de uma ação sua, então reflita, mantenha a calma e pare de se machucar.

Alguns aplicativos ajudam muito neste momento de tensão, aqui vão alguns exemplos :

1-Down Dog – Aplicativo para quem gosta ou quer começar a fazer Yoga em casa.

2-Game, ex.:Candycrush – Conhecido jogo quebra-cabeças colorido. Concentração e distração garantidas. Serve para desfocar por alguns instantes e respirar.

3-Be Okay, Querida Ansiedade e outro é o Pacifica – Aplicativos que controlam a ansiedade através de técnicas e ferramentas de respiração.

4-Aplicativos nativos dos celulares e relógios inteligentes que uma vez configurados, ajudam no controle da respiração, exemplo do “Respirar” do Apple Watch.

5-Daylio Journal – Aplicativo que faz um mapa da sua saúde mental diariamente sem escrever nada, ao longo de um mês é impressionante o resultado.

6-Replika – aplicativo de inteligência artificial que conversa com você e sugere ações para sair das crises de ansiedade e estresse.

Existem muitos aplicativos destinados para este fim, contudo recomendo disciplina e não desistir ao instalar o primeiro aplicativo não se adaptando a ele. Os aplicativos são idealizados a cada persona (perfil pessoal). Defina qual é o seu preferido, aliando a ajuda que precisa e comece a usar com disciplina. Nada, absolutamente nada é melhor do que uma boa noite de sono, nada melhor do que um dia após o outro. Um dia ruim não garante que os demais assim o serão, pelo contrário, mas a sua mente controla suas reações, portanto manter as vibrações controladas e em alta, ajuda muito.

A pesquisa da Professora finaliza dizendo: “… leve a sério, como se o seu médico lhe tivesse receitado uma receita. Não é frívolo nem opcional para você como líder. E aspectos que você se sente confortável em compartilhar, podem beneficiar sua equipe: quando você modela boas práticas, outras pessoas dar-se-ão permissão para cuidar de si mesmas.”

Tenha compaixão de si mesmo e reconheça que você está fazendo o melhor que pode, que suas emoções são normais e que a coisa mais saudável que você pode fazer é se permitir experimentá-las“, diz Francesca Gino na matéria.

Ora, em tempos de crise ser ou estar ansioso, não seria algo normal?

Não generalizo, mas empresas caracterizarem seus profissionais que são ansiosos como fracos, como se fosse algo ruim, particular em momentos de crise, seria uma oportunidade gigante para mudar essa percepção, os ajudando ou simplesmente os entender e ajudar no processo de equilíbrio. Todos têm a ganhar seguindo juntos pela incerto e tortuoso momento de crise.

“Saúde mental é coisa muito séria. Não deixe que a ansiedade impacte sua vida definitivamente. Qualquer sinal grave como os mencionados acima, procure um médico de confiança e fale francamente com ele.”