O consenso é: há que se ter um propósito, então que seja forte e verdadeiro!

Estamos em um momento em que há desemprego, latentes fragilidades, doentes e acima de tudo há uma enxurrada de desafios pessoais e profissionais neste “novo normal”. Como lidar com isto, ter um projeto, um propósito que possa ajudar à sociedade de verdade através da inovação de processos, das tecnologias emergentes e das mídias sociais? Agora é a hora!

Direito de Imagem de: bignai from Adobe

Os convido a fazerem comigo uma reflexão bem simples: de repente entramos numa espécie de “novo normal” onde ficamos mais disponíveis e todos olhamos uns para os outros e nos vimos lá. Está bem, e agora? Revimos nossos conceitos e chegamos a uma velha conclusão de que toda empresa e pessoa deve ter o seu propósito, aquele projeto para chamar de seu, um que realmente as mova a fazer a diferença para si e para a sociedade. Algo que possa habilitar a tecnologia como aliada, com conhecimento de causa, com experiência e tempo. Ao mesmo tempo você precisa estar convicto de que consegue colocar este propósito em prática de forma clara, afetando positivamente a sociedade.

Se tem tudo isto, é um ótimo momento para se expor e fortalecer sua marca, do seu produto e de quebra fazer com que seus funcionários fiquem orgulhosos. Caso contrário, se expor sem que tenha atendido a todos estes requisitos básicos, pode ser um tiro no pé. Não adianta criar um propósito revisitando missão, valores e visão só para cumprir tabela, para estar na moda.

O que tenho visto é um grande movimento de empresas e principalmente de pessoas muito bem intencionadas, mas que acabam pecando por não cumprirem com as expectativas básicas geradas, entregam uma música comum e desafinada que não agrega nada à sociedade, tão pouco à empresa. Por exemplo, as ONGs estão se empenhando e conseguindo melhores resultados neste processo, como a Gerando Falcões, que lidera projetos sociais nas favelas do Brasil através do uso de tecnologias emergentes, doações e voluntariado. Se não tem um propósito claro e muito bem definido socialmente, atrelar a sua marca a uma iniciativa poderosa como esta, pode ser um bom caminho.

O mal do mundo moderno é a expectativa, que aliás é a causa de mais de 50% das doenças da mente. É inato do ser humano. Ele está sempre esperando do outro aquilo que acha que o outro pode lhe entregar. Se não recebe o que acredita ser merecedor, se decepciona e sofre. Nos dias de hoje isto é latente.

A sociedade passa por um momento que a deixa fragilizada. Se alguém ou alguma empresa deixa a entender que tem algo a oferecer para mudar ou melhorar este padrão, gera-se uma expectativa. Caso não seja cumprida, o risco em ter a imagem arranhada é grande. Empresas e pessoas que querem ser relevantes em propósito, precisam fazê-lo de forma real e comprometida, e não somente de forma superficial e comercial. Os consumidores vão analisar o comprometimento da empresa/marca/profissional no médio a longo prazo, e decepções podem levar a uma ruptura definitiva com o cliente se este se sentir enganado. Já presenciamos o “cancelamento” de projetos nos meios digitais por declarações ou atitudes desconexas ao que aparentavam defender.

As mídias sociais são excelentes formas de divulgarmos os nossos projetos, propósitos, nos conectar a trabalhos sociais e angariar apoio. Fazer uma live, participar de uma entrevista, fazer um debate, nunca foi tão fácil realizar este tipo de iniciativa. Embora seja difícil angariar audiência e ter recorrência, é preciso lembrar que, a possibilidade hoje de gerar exposição, chamar atenção, de fato existe e isto pode ser bombástico, ou pode vir a ser catastrófico. Levando em conta os dois extremos desta avaliação, há que se levar em consideração a relevância do tema para o momento (não ser mais do mesmo) e a qualidade do conteúdo que se está propondo, pensando em quem está assistindo.

Lembrar que, caso opte por fazer este tipo de atividade, do outro lado há alguém que tem expectativas. Abra um ou mais canais de comunicação para uma interação online, isto é muito importante, até para entender estas expectativas. Haverá uma incômoda tela que os separa e de onde somente um falará e será provocado. Já que é assim, que seja então passada uma mensagem do tipo “3M”, uma mensagem de apoio, de confiança e que estimule as pessoas a reagir durante e depois, e claro, seguir em frente.

O mais importante agora é que cada empresa, cada colaborador, possa ajudar a sociedade que está doente, está fragilizada, de forma efetiva e verdadeira seguindo o seu propósito, fortalecendo a sua marca. Isto nunca foi tão latente, tão cristalino! Não medir esforços para se aliarem a seus ecossistemas e criarem saídas inovadoras e criativas para juntos sairmos melhores do que entramos desta situação. É hora de darmos as mãos e agirmos genuinamente para um mundo melhor.

2 thoughts on “O consenso é: há que se ter um propósito, então que seja forte e verdadeiro!

  1. Excelente abordagem! . Pelo que entendi o propósito não deve ser de atender uma demanda da moda, não pode paralisar quem ainda não se identificou com um, como também não ser apropriada de uma missão, visão e valores da empresa, a não ser que sejam absolutamente idênticas.

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